Ontem em passeio inconseqüente, encontrei o seu blog. Citações musicais que explodiam por todos os lados. Uma pessoa que respingava notas musicais cada vez que pressionava as teclas do keyboard sem vida. Criando mágica com as palavras. A inspiração que nasce através do que se escuta. Amei. Voltei. Reli. Apaixonei-me mais uma vez, pois eu entendi o sentimento. Assim também sou. A musica e eu. Um caso de amor que não termina, apenas recomeça. Sou cafajeste, pois eu namoro as canções e delas me afasto em busca de novos amores, novos ritmos e novos sabores. E quando, distraída, vejo a mesma musica brejeira, que um dia foi só minha, a conquistar outras estrelas, eu me calo. Vejo-a sendo sugada, cantadas e acariciada com sofreguidão, de forma lasciva, por dedos e bocas que não são os meus. Rasgo-me de ciúmes. Castigo-te musica infiel e vou atrás de outras canções para te esquecer. Tarefa impossível, eu sei, já que vive dentro de mim. Mas mesmo assim eu tento. Por que eu quero estar apaixonada pela musica... Sempre.
Pego o meu violão imaginário. Toco e beijo todos os meus antigos amores uma ultima vez antes de mergulhar de olhos fechado no meu mais recente caso de amor. O nome desse amor? Não digo. Pois ele por hora é só meu. Vou protegê-lo. Mas quando perde-lo, por desmazelo ou distraído esquecimento eu vou confessar com indisfarçável tristeza no olhar: “Um dia essa canção foi só minha, mas agora ela é tua, e um dia, ah! glorioso dia, ela será do mundo...”









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