Crepúsculo dos Deuses


15.10.06


Happy Teacher’s Day

 

 

Cai de pára-quedas nessa profissão simplesmente por que alguém acreditou em mim e no meu potencial. Comunicativa e expansiva, eu parecia perfeita para essa ocupação. Depois de seis anos trabalhando como professora de inglês eu ainda me surpreendo em saber que tem gente que pede (e paga!!!!!) para ter aula especialmente comigo, por me achar uma professora divertida e competente. Escutar de um aluno que ele quer estudar novamente comigo no próximo semestre é, na minha humilde opinião, o melhor elogio que eu posso receber nesse ramo, alem de ser algo que me faz acreditar que eu esteja seguindo no caminho certo. Sim, todos os meus alunos têm a certeza absoluta de que eu sou louca varrida (só vendo uma aula minha para entender a opinião deles...), mas eu não ligo. Eu me divirto mais do que todos eles juntos (e olha que eles se divertem horrores!!).  

 

 

Por isso, nesse dia dos professores, eu deixo um beijo a todos os meus ex-alunos e aos alunos que ainda tem que me aturar ate o final desse semestre.

 

 

I love you all... even those who drive me crazy!!!

 

Presentinho da minha maluca favorita... lovi iu pra xuxu Debbizinha!!!

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h06 PM
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14.10.06


"The More Loving One" - by W. H. Auden

 

 

The More Loving One

 

Looking up at the stars, I know quite well

That, for all they care, I can go to hell,

But on earth indifference is the least

We have to dread from man or beast.

 

How should we like it were stars to burn

With a passion for us we could not return?

If equal affection cannot be,

Let the more loving one be me.

 

Admirer as I think I am

Of stars that do not give a damn,

I cannot, now I see them, say

I missed one terribly all day.

 

Were all stars to disappear or die,

I should learn to look at an empty sky

And feel its total dark sublime,

Though this might take me a little time.

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h16 AM
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13.10.06


Um amor utópico

 

 

Hoje eu quero falar de amor. Não de um amor qualquer. Quero descrever um amor que não conhece fronteiras. Um amor utópico. Quero apresentar um amor desconhecido pela maioria. No geral há seis palavras que muitas vezes são traduzidas por “amor”. O amor de que quero falar não é o amor eros, que se baseia na atração sexual; nem storge, um sentimento baseado na relação de sangue; tampouco o filía, o caloroso amor da amizade que se baseia na estima mútua. O platônico existe somente no plano das idéias e sonhos. Esse também não me interessa. O amor pragma eu desprezo, pois ele prioriza o lado pratico da coisa, aonde o individuo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Esse é o amor interessando em fazer bem a si mesmo. O amor que espera algo em troca...

 

O amor de que quero falar é o ágape o amor baseado em princípios. O amor ágape tem a ver com a mente: não é simplesmente uma emoção que surge espontaneamente no nosso coração (como pode ser no caso do filía); é um princípio pelo qual vivemos deliberadamente. Ágape tem superlativamente a ver com a vontade. É uma conquista, uma vitória e consecução. Ninguém jamais por natureza amou seus inimigos. Amar seus inimigos é uma vitória sobre todas as nossas inclinações e emoções naturais. A supremacia de amar o que não dá para amar. Amar pessoas de quem não gostamos ou não devíamos gostar.

 

O verdadeiro amor deve fazer com que pensemos nos outros primeiro e não nos nossos próprios interesses, insistindo em que temos o direito de fazer as coisas sem considerar como afetaria os outros. Segundo o amor ágape, devemos amar até mesmo os que não evidenciam merecer nosso amor. Talvez sejam cínicos, egoístas e até mesmo imorais ou criminosos. Entenda que odiaremos o que eles fazem e dizem, mas devemos, ao mesmo tempo, preocupar-nos com o bem-estar pessoal deles. Faremos tudo o que pudermos para animá-los a aceita-los como são. Sem julgá-los. Sem tomar vingança nem ter ressentimento contra quem quer que seja. Os praticantes desse estilo de amor entregam-se totalmente. Investem no relacionamento mesmo sem ser correspondido. Sentem-se bem quando o outro demonstra alegria. Se colocados no limite, são capazes até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele ou ela podem ser mais felizes com outras pessoas. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.

 

A maioria pensa que o amor é um sentimento que deve brotar espontaneamente, mas não é bem assim. O amor ágape não se trata primariamente duma emoção, mas sim duma decisão calculada que resulta em ação. O nosso amor, portanto, não deve se limitar a fazer apenas o que é fácil, ou restringir-se aos poucos amigos selecionados. O amor verdadeiro e honesto exige esticar o nosso coração, por assim dizer, ou seja, ser amoroso mesmo que fazer isso seja desafiador. Obviamente esse tipo de amor é algo que temos de cultivar e aperfeiçoar, assim como um atleta precisa treinar e aprimorar suas habilidades. Mas isso pode ser perigoso. Como eu expliquei hoje para uma amiga, esse amor desprovido de julgamentos é possível, mas pode ser tão difícil e perigoso quanto engolir espadas.

 

 

Eu sei por que eu me machuco amando assim

 

 

E você? Que tipo de amor pratica?

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h15 PM
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12.10.06


A Chave

 

A chave da casa

 

Meu coração é como uma casa a beira mar. Fechada, ela permaneceu por um longo tempo. Só deixava entrar quem de tudo que eu tinha pudesse cuidar. Poucos ali entraram e por vezes eu, inocente, deixei adentrar quem só queria me roubar. Sentimentos quebrados, sonhos levados e lições aprendidas. Ferida, muros altos eu ergui em volta daquela casa de paredes vermelhas. O ultimo ocupante destruiu os alicerces e por um instante eu achei que a casa iria cair de vez. Mas foi só um susto. A casa permanece apesar de tudo. Tantos cuidados se provaram infrutífero. Hoje eu entendo que não importa o que eu faça, sempre vai haver pessoas que irão tentar arrombar minha morada e de minhas fantasias se apoderar. Por isso eu mudei de tática. Resolvi abrir as janelas. Arranquei as grades, jogando longe as trancas dos portões. Meu coração agora, minha casa junto ao mar, vive de portas abertas para quem quiser entrar. Entendi que em casa cheia, não entra ladrão. Por isso chamei meus amigos para me fazerem companhia e deixei a chave do meu coração com eles. E agora todos residem dentro de mim.

 

Na sala de estar, o Junior e a Debbie debatem sobre quem vai escutar o que junto ao stereo. Ele quer Legião Urbana. Ela quer Foo Fighters. A Ana e a Ro, sentadas no sofá, dizem em unissom que é mais fácil colocar Isabella Taviani que ai ninguém mais briga. Faço um sinal afirmativo com a cabeça e a discussão acaba. Os primeiros acordes da musica “De Qualquer Maneira” começam a fluir pela casa. Sorrio. Uma de minhas favoritas. Ando um pouco mais e vejo o poeta Jairo lendo Clarice Lispector. Provavelmente para melhor entender a sua musa. Afago o alto de sua cabeça e lhe deixo imerso em sua leitura. Ao seu lado o cacto companheiro. Deu trabalho mais ele o trouxe também. Plantinha pesada aquela... Em um dos quartos, eu vejo Tha, Lili, Márcia e Ana Lucia discutindo historias (ou quase historias) de amor. Já no outro, a Glau brinca com o seu pequeno príncipe. Digo que volto logo com um pouco de leite para o pequenino. Vou pegar com a “vaca”. Encontro a ruminante na cozinha a reclamar de tudo e de todos. Acho graça. Alias, eu acho graça em tudo que ela diz. Digo para a Mônica parar de reclamar e me servir um pouco da “branquinha”. Ela revira os olhos, mas me atende. Nesse instante, a Princesa chega, e já chega discutindo com o Marinho e o Marcos Pontes sobre o debate eleitoral do dia anterior. Escuto por alguns minutos. Queria ser inteligente como eles. Não sou. Mas eu disfarço bem e jogo um comentário pseudo-inteligente no meio da conversa. Os três me olham com estranheza. Talvez eu não disfarce tão bem assim... Dou um sorriso amarelo e me afasto, só para explodir em riso contido perto da porta. Droga! Esqueci o leite...

 

E naquele instante, distraída, alguma coisa chama a minha atenção ao longe no horizonte. É um casal de mãos dadas a andar na praia. Reconheço as feições dele. Ele sorri com genuína alegria ao andar ao lado de uma mulher que não sou eu. Imersos em tanto amor, nenhum deles me vê. Meu coração se aperta. Não mais como antes. Agora ele se aperta de alegria. Ele é feliz. A Carol também... E é assim que tinha que ser. Quanto a mim? Olho o interior de minha casa e vejo as pessoas que me ajudaram a superar algo especialmente difícil na minha vida. Alegro-me. Por que eu não sou feliz (ainda), mas a felicidade esta morando em meu coração. A felicidade são meus amigos. E com eles, eu posso tudo.

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h38 AM
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11.10.06


A Caçada

 

 

Eu

vou

Achar

Sim,você

Alguém real

Alguém  carente

Alguém bem próximo

Alguém com sensibilidade

Alguém q goste de mim assim

Alguém que me queria do meu jeito

Com  meus  erros e acertos.  Completa

Alguém que queria viver dentro do castelo

Construído por mim especialmente para ele

Que me permita transformá-lo em príncipe

Que não use o que eu disser  contra mim

Que me de  permissão de  fazê-lo feliz

Alguém  que não acredite em anjos

Alguém que não acredite em amor

Mais  que  acredite  em  mim

E na forca  de  todo meu

Sentimento por ele

Alguém por aqui

Alguém ai

Alguém

Sim

Ele

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h54 PM
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10.10.06


Metamorfose

 Os três estágios da alomorfia

 

- Primeiro Ato –

 

Naquele primeiro instante a criatura apenas é sem existir. Ser que não pensa e não reflete, apenas rasteja pela vida, contemplando seus dias com desapegada paixão. Ela não vive. A criatura vegeta. Inverno dos sentidos. Monstro de pele gosmenta e hálito putrefato. Não recebe a atenção de ninguém, pois é verme e vermes não podem ser agraciados com o verbo amar.

 

 

- Segundo Ato –

 

A criatura rastejante apos muito sofrer pela vida, vitima do desdém alheio, se fecha em si mesma. A crisálida é o seu casulo e tumulo. Caixa feita de tecido vivo onde ela se esconde do mundo. Aniquilada ela espera a morte daquela vida que não mais lhe serve, dentro da sepultura por ela mesma criada.

 

 

- Terceiro Ato –

 

Após a morte, ressurreição para a vida nova. Gloriosa ela se desfaz do casulo que lhe aprisionava. Livre de dogmas e falsos conceitos puritanos ela se liberta. As asas frágeis contrastam com os músculos fortes de suas pernas e membros. Para o alto ela voa. Longe dos olhos daqueles que não podem mais lhe tocar ou julgar. Agora ela é o símbolo da humanidade e se torna tão bela e frágil quanto aquilo que representa. Apesar de perfeita ela se torna mortal. A mais simples chuva pode destruí-la. Mas ela segue corajosa com o seu vôo. Pois a esperança e o sonho são suas asas. E com elas a jovem borboleta pode voar para qualquer lugar. Qualquer lugar.

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h41 AM
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Careless / Descuidado

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h28 AM
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09.10.06


Xxx perspectiva xxX

 

 

 

Xxxxxxx já foi dito que tudo que se conhece já existiu e xxxxxxxX

Xxxxxxx voltara a existir mais uma vez. Não há o novo. xxxxxxxX

Xxxxxxx somos a sombra do que já existiu. a ponte cinza xxxxxxX

Xxxxxxx entre o que foi e o que ainda esta por vir.  não há xxxxxX

Xxxxx sonho que já não foi sonhado ou amor que já não foi xxxxX

Xxx vivido. a dor que sinto hoje já foi de outros e para outros xxxX

Xxxxxx ela ainda existirá. e se o que vemos é tudo que nos xxxxxX

Xxxxxx resta, devemos tentar olhar o mesmo com novos xxxxxxxX

Xxxxxxx olhos. enxergando o que vimos ontem com outra xxxxxxX

Xxxxxxxxx perspectiva. somente dessa maneira podemos xxxxxxxX

Xxxxxxxx viver uma nova vida dentro dessa que habitamos. xxxxxX

Xxxxx renascer como a grande fênix é possível.  basta querer. xxxX

Xxxxx basta sonhar com os olhos bem abertos. a mente despida xxX

Xxxxx de antigas magoas. Somente assim o mundo renascera xxxxX

Xxxxxxx diante de nosso olhar. Acredite nisso, e você vera o xxxxxX

Xxxxxxxxxxxxxxxx que só eu consigo ver agora. xxxxxxxxxxxxxxxX

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h09 PM
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Figura Auto Explicativa

(ou “Como Curar um Coração Partido”)

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h34 AM
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07.10.06


“My Life Without Me”

Assisti um belo filme agora pouco. O nome é “Minha Vida Sem Mim”. Basicamente conta a historia de uma garota que viu a vida passar por ela ate o dia em que descobriu que iria morrer. Motivada pelo iminente fim que não podia ser alterado ela faz uma lista de coisas que quer fazer antes de sua morte. Isso é um pensamento que me visita vez ou outra. Por que as pessoas não colocam metas nas suas vidas e correm atrás de seus sonhos? Por que elas precisam se descobrir sem saída para então lamentar tudo que jamais tiveram ou fizeram? Não sou assim. Eu luto pelas coisas que quero e geralmente consigo. Por isso, inspirada pela historia triste que assisti, eu deixo aqui a minha lista das 10 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer em dezembro. Uma data que me ajudara a manter a objetividade. Quando o final do ano chegar essa a que conhecem morrera e em seu lugar ira renascer uma nova mulher. Mais forte e segura. Mais bela e culta. Mais sensível e vulnerável por ter conseguido alcançar seus objetivos. Realizando as dez metas a que se impôs. Assim eu espero. Eis a minha lista:

 

Ler as idéias de Nietzsche. Mergulhar em sua loucura para que a minha própria faça sentido.

 

Dizer para todas as pessoas importantes na minha vida o porquê eu não posso viver sem cada uma delas.

 

Voltar a escrever cartas para meus amigos e amores.

 

Ir aos museus, assistir mais concertos e prestigiar os amigos com suas peças teatrais experimentais. Celebrar o que é belo, em todas as suas formas.

 

Não desistir de ir à academia, dormir cedo e comer bem. Meu corpo agradece.

 

Sempre expressar o que eu estou sentindo. Dizer o que estou pensando.

 

Assistir de vez em quando novela com o meu pai e jogar cartas com ele nas tardes de domingo.  Isso o fará mais feliz.

 

Achar um gatinho de pelo longo e olhos claros que me faça companhia e que se deite em minha cama enquanto eu escrevo meus pensamentos.

 

Voltar as minhas aulas de violão

 

Fazer alguém se apaixonar perdidamente por mim

  

E a sua lista... Como seria?

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h27 PM
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06.10.06


O Ser Diferente

(ou “O Filme da Minha Vida”)

 

 

No meio de tantos eu caminho. Não olho seus rostos, pois todos se parecem. Roupagens que se repetem. Idéias que se copiam. A ausência da inventividade. A falta de criatividade me aborrece. No meio do rebanho da mesmice eu prossigo. Não percebo suas expressões. Meu mundo é a Matrix de que tanto ouvi falar. As pessoas que andam nas ruas são os figurantes da minha tragédia grega particular. Personagens de segundo escalão sem fala ou dialogo usados para dar maior veracidade a historia da minha vida. A sonoplastia a minha volta deve ser obra de algum produtor musical em fim de carreira. Ele gosta de usar o som de caminhões na minha rua e de pássaros na janela aonde trabalho. Ele deve ver alguma poesia nisso...

 

Sigo sempre em frente sem olhar para trás. Sou a soma de minhas experiências. Tramas criadas por mim mesma. Tramas que sofreram reviravoltas inesperadas ao longo do caminho, como todo bom romance descartável. Se eu fosse um filme, eu seria uma obra cinematográfica intitulada “O Ser Diferente”. Nunca fui igual a ninguém. Na sinopse de mim mesma; algum critico resumiria a minha vida de forma desapegada ao descrever:

 

 

“Menina nascida em família de classe media descobre que o mundo é uma livraria aonde ninguém se da ao trabalho de ler o que há para se aprender. No mundo ela caminha, levando o conhecimento para aqueles que não sabem interpretar o livro da vida. E com cada lição ensinada, ela aprende cada vez mais, prosseguindo sua jornada em busca da derradeira felicidade.”

 

 

O filme da minha vida seria exibido em um daqueles cinemas sujos e escondido, reservado para os assim chamados “filmes de arte”, em alguma sexta-feira soturna. Críticos ferinos assistiriam a película e diriam que a minha historia foi mal escrita. Resultado direto de um roteiro que não se sustenta. Os amigos diriam que os diálogos foram inteligentes e que a parte aonde a protagonista tenta sobreviver em alto mar simplesmente hilariante. Os poucos amantes diriam que a historia é mentirosa, ressentidos com a minha versão dos fatos. E intimamente eu concordaria com eles, apesar de jamais admitir em voz alta.

 

Mas enfim, essa ainda é uma historia em aberto. Eu ainda não achei um final para o meu roteiro. Se esse filme vai ter um final feliz ou não, isso é incerto. Mas o que eu posso garantir e que todos que amei e me amaram aparecerão na trama. Pois sem eles, a minha vida seria um filme sem enredo, e isso sim, seria inadmissível.

 

:o)

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h01 AM
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Figura Auto Explicativa

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h37 AM
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05.10.06


Acreditando no Sonho

 

'Le Baiser de l'Hotel de Ville' (Kiss at the Town Hall)

 

 

Ontem à noite eu me vi diante de uma duvida filosófica: Ate que ponto deve-se acreditar ou não nas coisas que vemos ou lemos na internet? Ate que ponto devemos confiar no que dizem os amigos e amores feitos nesse meio virtual?

 

Veja bem, por instinto o homem é uma criatura pré-disposta a mentir. O maior medo do ser humano é a rejeição e para evitá-la ele é capaz de cometer pequenos crimes contra a ética. Então por que se irritar com a mentira se ela não passa (em alguns casos) de um mecanismo de auto-proteção inerente e presente em todos nos?

 

Um dia pretendo descobrir

Por que é mais forte quem sabe mentir.

Não quero lembrar que eu minto também.”

- “Eu Sei” – Legião Urbana

 

Algumas mentiras podem ser capazes de nos proporcionar grandes alegrias. Entenda que eu não estou fazendo uma apologia à falsidade. Eu só estou apontando que ela, a mentira, pode e geralmente é capaz de nos manter em uma realidade inventiva que nos preenche de alguma forma. Lembrei da historia da famosa foto tirada pelo fotografo Robert Doisneau, 'Le Baiser de l'Hotel de Ville' , mostrada no alto desse texto. Essa foto correu o mundo. Casal apaixonado flagrado em um momento espontâneo, um beijo roubado. Casais no mundo inteiro se identificam com a foto, que teve ate certo impacto positivo na moral dos parisienses na França pós-guerra. Se aquele soldado ao voltar da guerra podia achar o amor, por que não o resto de nos? Esse foi o sonho. Apenas anos mais tarde o mundo descobriu que a foto não era exatamente o que se pensava. O casal apaixonado na verdade era um par de modelos que jamais haviam se visto antes daquele dia. Uma omissão, confusão ou não explicação que acabou criando um mito. Ai eu me pergunto: Não seria melhor seguir acreditando em certas mentiras do que descobrir a verdade?

 

Não estou falando de política, corrupção ou assuntos de súmula importância. Estou falando das pequenas mentiras ditas com o intuito de nos proteger. As vezes a doce mentira permite preservar o sonho. Claro que ninguém consegue sonhar infinitamente. Mas vamos tentar preservar a inocência ao invés de destruí-la com agressivo descaso. Vivemos em um mundo que prega a verdade acima de tudo, mas que ainda não esta preparado para lidar com ela. Sim, eu quero acreditar em você essa noite e também acreditar que naquela foto em preto e branco existe, realmente, um casal apaixonado. Me chame de ingênua ou tola, eu não ligo. Seguir acreditando no sonho. Resguardar a inocência... Isso sim é o derradeiro desafio.

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h37 AM
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04.10.06


15 Coisas Que Você Não Sabe

(e provavelmente nem deveria saber)

Sobre Mim…

 

 

Eu sempre posso fazer você sorrir. (“I can always make you smile”)

 

Durante uma época da minha vida eu era “obrigada” a ir para as Bahamas (paraíso tropical no Caribe de águas límpidas e praias perfeitas) duas vezes por semana. Pena que eu não gosto de praia. Deus realmente dá certas coisas para quem não merece...

 

Quando pequena eu odiava bonecas sem cabelo, daquelas com cara de bebe. Na verdade eu odiava todas as bonecas... Barbie? I hate you!

 

Minha sobremesa favorita é pudim de leite. Sou louca por isso, mas eu só como esse doce uma vez por ano, no Natal, na casa da minha cunhada. Ela prepara o doce especialmente para mim e meu irmão. Amo minha cunhada por isso de uma maneira que ela jamais saberá.

 

O emprego mais legal que eu já tive foi ser AU PAIR nos Estados Unidos. Trabalhava seis horas por dia com direito a casa, comida e carro na garagem. Estudava inglês e praticava tênis no tempo livre. Por um ano eu vivi como os ricos e famosos. Foi bom, mas eu ainda prefiro a minha vidinha simples e sem luxo aqui no Brasil.

 

O melhor presente que eu já ganhei na minha vida foi uma montagem feita a mão, de fotos antigas e recentes, de mim e da minha melhor amiga, Claudia, quando eu estava morando fora do pais.  

 

Sempre achei o sabor da lagrima gostoso. Aquela mistura de agridoce na medida certa. Por isso, quando eu era pequenininha, mesmo no meio daquelas crises de choro terríveis, eu lembrava de derramar uma lagrima na minha boca, só para sentir o sabor...

 

Adoro o cheiro de um livro novo. Livro virgem. Assim como também gosto de cheiro de sebo e livro velho. Livro abusado por mãos e olhos que não foram os meus. O primeiro tipo de livro eu leio com cuidado, para não marcar, machucar. O segundo com desespero, rapidez, para outro começar.

 

Na infância, eu bebia Bare-Cola fingindo que era cerveja e fumava cigarrinho de chocolate nas manhas frias, para fazer fumaça com a minha respiração...

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h46 AM
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Meu conceito de casamento ideal é: Eu e meu amor dentro de um carro velho, em Las Vegas, se casando em um daqueles Drive-Ins, aonde pessoas se casam sem precisar descer do automóvel, com um Elvis Presley bêbado como testemunha...

 

Minha risada é contagiante.

 

Tenho duas coleções que mantenho como um hobby despretensioso. Uma coleção de relógios e uma de chaveiros de lugares e paises que visitei.

 

Minha cor favorita é amarelo sol.

 

Diz o nome de um pais, qualquer pais, e provavelmente eu conheço ou conheci alguém que nasceu lá.

 

O adjetivo que os meus alunos usam para me definir normalmente é “CRAZY”. O mesmo se aplica para os meus colegas de trabalho. Minha família usa a palavra “ENGRACADA”. Mas o adjetivo que eu mais gosto é o do meu afilhado, quando ele fala de mim para os amigos dele. Ele diz: “Minha “madinha” é moh legal!”.  :o)

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h43 AM
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03.10.06


Despertando

 

 

Todo dia eu acordo

Todo dia eu desperto

Queria saber na verdade

Por pura curiosidade

Quando será o dia

Que eu vou acordar para a realidade.

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h10 PM
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02.10.06


O Desafio

 

Hoje eu lanço um desafio. Para quem quiser arriscar é só me acompanhar. O que peço não é sem nexo, te explico sim, o meu pequeno desafio. Se lança no dia e consegue, sem alarde, no disfarce, beijar três nesse dia, eu pergunto, você conseguiria? Pai, mãe e tia. Irmão, amigo e sobrinho. Colega, trabalho e estudo. Amante, passante e estreante. Não beijas quem já conhece o sabor dos teus lábios. Não beijas quem espera o toque da sua boca macia. Surpreende a quem nada espera, aérea, com o seu presente. E me diz, em relação ao beijo que largou, quem mais ganhou? Tu que deu ou a pessoa que se alegrou? A resposta eu te digo, ate antecipo.

 

 O preço?

 

Um beijo...

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h58 AM
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01.10.06


Aniquilada

 

Tenho andado tão triste ultimamente. Uma angustia que não me larga. Uma dor que não cessa. Tudo por que eu perdi o meu amor. Honestamente, eu não sinto que eu tenha perdido muita coisa. Ate por que eu não perdi nada, ele simplesmente me descartou. Não o condeno. Hoje em dia eu não me vejo mais amando aquela pessoa que um dia foi o meu céu e mar. O que eu simplesmente não consigo superar é a perda da amizade. Veja bem, eu me apaixonei pelo meu melhor amigo, e com o fim do romance, eu também perdi aquele que me ajudava a encarar as pressões diárias que me aniquilam, dia após dia, ininterruptamente. Sem ele, hoje eu ando tropeçando. Procurando nos rostos a minha volta uma alegria que eu só via nele. Eu, que só queria fazer alguém feliz, hoje me vejo afogada em minha tristeza. Baleada, arriada... Aniquilada.

 

Eu sei que o tempo tudo lava. Mas nessa noite, eu quero viver essa dor. Quero que a ferida não se feche. Pois enquanto ela estiver aberta, eu posso me lembrar de um tempo que não volta atrás. E quando eu volto no tempo, eu sou mais feliz. Me deixa. Por que essa noite eu vou acreditar que aquele dia jamais aconteceu. Que aquelas mentiras jamais formam proferidas. Que eu jamais fui ferida. Pastel de carne e caldo de cana. Mico leão dourado apaixonado pelo liquidificador Wallita. Pet Shops e suco de laranja sem polpa... Será que eu sonhei aquele sonho sozinha? Será que eu sonhei um sonho que não existia? Será que tudo isso eu merecia?

 

Isso já não mais importa. Eu já morri e renasci. A vida segue. E ela segue sem você. Em alguma esquina da vida a gente vai se cruzar. Mas ate lá, seja feita a sua vontade. Vou te abandonar. Seja feliz que eu vou buscar a minha felicidade em outro olhar. Vou hibernar e quando eu acordar, será primavera outra vez. Meu amor cheio de defeitos. Adeus.

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h55 PM
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Debaixo do grande Azul

Azul
Azul aço
Azul aço claro
Azul alice
Azul ardósia
Azul ardósia claro
Azul ardósia escuro
Azul ardósia médio
Azul cadete
Azul celeste
Azul céu
Azul céu claro
Azul céu profundo
Azul claro
Azul escuro
Azul flor de milho
Azul furtivo
Azul médio
Azul meia-noite
Azul pólvora
Azul real

Azul violeta

 

  

E assim seguimos vivendo

Debaixo do grande Azul que nos protege

Um dia de cada vez

Um magoa de cada vez

Um sorriso de cada vez

A espera do próximo tom de índigo

A espera do próximo tom de anil

Explosão de cores no céu

Mesclado pelo branco fumaça eu vejo

Um novo dia vai chegar

Sim, um novo dia vai chegar

E nisso eu preciso acreditar...

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 7h23 PM
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