
Queria ser gazela e correr. Não consegue. Queria ter asas e voar. Não pode. Queria mover o céu e a terra. Mas se descobre humana. Então se revolta. E chora...
Mas então se lembra de algo esquecido. Lembra-se que ser humano é ter a capacidade de sonhar o dificílimo. É ter a coragem de almejar o que não se pode ter. Cobiçar o impraticável. Desafiar o seu próprio destino...
Ao se dar conta disso, sente o calor no corpo. A adrenalina correr nas veias. Ela agora sabe o que precisa ser feito. Precisa cortar as amarras. Viajar. Cair no mundo outra vez. Não sabe a direção ou o destino ainda. Isso pouco importa. Só sabe que será breve...
Na distancia de um lugar que ela ainda não conhece. Se descobrir valente, forte, e passar a viajar na beleza dos seus devaneios. Ser livre mais uma vez. E voar nas asas de seus sonhos... Como antes e como sempre.















