Crepúsculo dos Deuses


15.11.06


Como antes e como sempre

 

 

 

Queria ser gazela e correr. Não consegue. Queria ter asas e voar. Não pode. Queria mover o céu e a terra. Mas se descobre humana. Então se revolta. E chora...

 

 

Mas então se lembra de algo esquecido. Lembra-se que ser humano é ter a capacidade de sonhar o dificílimo. É ter a coragem de almejar o que não se pode ter. Cobiçar o impraticável. Desafiar o seu próprio destino...

 

 

Ao se dar conta disso, sente o calor no corpo. A adrenalina correr nas veias. Ela agora sabe o que precisa ser feito. Precisa cortar as amarras. Viajar. Cair no mundo outra vez. Não sabe a direção ou o destino ainda.  Isso pouco importa. Só sabe que será breve...

 

 

Na distancia de um lugar que ela ainda não conhece. Se descobrir valente, forte, e passar a viajar na beleza dos seus devaneios. Ser livre mais uma vez. E voar nas asas de seus sonhos... Como antes e como sempre.

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h44 PM
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Voar sem sair do chão

 

 

Abro a porta do apartamento estático e saio. Seis da manhã de um dia qualquer. Gosto do silencio a minha volta. No principio da alvorada, as avenidas abandonadas da cidade. Não há trafego agora. As calçadas despidas de seus passantes. Respiro mais fundo. O ar limpo quase me intoxica. Ele tem cheiro de novo. Um aroma de coisa não usada. O dia começando. Um novo milagre. É uma sensação boa, como se fosse Ano Novo todos os dias e em cada dia que se inicia, a possibilidade de viver uma nova vida diferente daquela que se conhece ate então. Sou escrava dessa sensação. Deliciada, preencho-me desse aroma. Dou então o primeiro passo em busca da trilha familiar que me conduzirá a orla praiana que se esconde detrás do murro de prédios esguios. Não tenho pressa. Hoje é quarta insana adornada de um feriado qualquer. A cidade também dorme em dias assim.


A cabeça livre de pensamentos. Uma tela em branco é o que eu tenho no espaço que se reserva ao meu cérebro nessas primeiras horas do dia.
Não pensar em nada é muito mais difícil e complicado do que pensar em varias coisas ao mesmo tempo. Após me alimentar do silencio por alguns instantes eu levo a mão ate a cintura. Procuro a minúscula caixinha mágica que carrega a única companhia de que preciso: a musica. Sempre a musica. Diana Krall, uma recente amiga, começa a conversa comigo através dos minúsculos phones de ouvido. Ela canta e me encanta ao explicar das belezas do amor, e de seu olhar... “The Look of Love” é a primeira de muitas canções que se seguem. Trilha sonora para os meus pensamentos desconectados. Reflito sobre a vida. Penso no dia que se inicia, nas pessoas que conheço e no futuro incerto que ainda não se revela. Tudo ao mesmo tempo agora.

 

Caminho pela orla praiana. Demônios surfistas se mostram a minha volta. Aroma de parafina no ar. Há o demônio do Posto 5. Desse eu comento outro dia. Agora o meu olhar se prender no mar. Não sei o que sinto ao vê-lo. Minha relação de amor e ódio com a imensidão azul não faz sentido. Sinto raiva, saudade, tristeza e esperança ao vê-o diante de mim. A maresia me confunde. Não sei mais o que pensar. Perdi-me outra vez. Sento em um dos bancos. Quero recupero o meu fôlego e a linha do pensamento. Um poodle cheira a minha perna. Nessas horas eu queria ser uma cadela... Nada a fazer a não ser existir. Pobres humanos que não podem se dar a esse luxo (apesar de muitos “vegetarem” de forma voluntária), pois precisam evoluir constantemente e isso é uma pena. A vida seria muito mais simples se não fosse por esse pequeno detalhe técnico...

 
Sem alternativa, levanto-me e me ponho a andar outra vez. Um pe diante do outro. Lentamente eu recomeço a caminhada. Celine Dion começa a miar no meu ouvido que um novo dia começava. Digo para ela mentalmente que chegou atrasada. Deveria ter cantado aquela canção quando o sol ainda estava fraco, e não poderoso e quente no céu anil como agora.
Troco “A New Day Has Come” por “Life” da amada Des’ree. E ela canta a verdade que eu conheço tão bem: “So after all's said and done, I know I'm not the only one.  Life indeed can be fun if you really want to. Sometimes living out your dreams ain't as easy as it seems. You wanna fly around the world in a beautiful balloon”. E ao som dessa musica deliciosa, eu sigo dançando e andando. Concordo com as palavras que escuto. A vida pode ser sim divertida se você realmente quiser que ela seja. Viver de sonhos não é tão fácil ou simples como se parece. Mas se você ousar viver os seus sonhos, eu lhe asseguro, a vida se torna muito mais extraordinária. E de tão feliz, quem sabe um dia você se pegue caminhando pelas ruas, sorrindo sem motivo, ao som de um refrão que te faz voar sem sair do chão... Cantando assim: "Life, oh life, Oh life, oh life, Life, oh life, Oh life, oh life…”

 

Não posso deixar de sorrir. A canção me inspira e me injeta com o liquido vida. Ando mais depressa e me coloco a correr agora. Sei que vou perder o fôlego em poucos instantes. Não me importo. Deixa o vento me ferir o rosto. Deixa o meu cabelo voar solto no ar. Deixa o ar entrar ríspido no peito arfante. Quero correr o mais rápido que conseguir. Pois lá adiante, o meu futuro me espera... E eu mal posso esperar por ele.

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h16 PM
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Des'ree Life

 

 

Life

Des'ree

 

 

Ooh, Yeah
Oh yeah
Oh Life
Oh Life

I'm afraid of the dark
Especially when I'm in the park
When there's no one else around
Oh I get the shivers
I don't wanna see a ghost
It's the sight that I fear most
I'd rather have a piece of toast
Watch the evening news

Life, oh life
Oh life, oh life
Life, oh life
Oh life, oh life

I'm a superstitious girl
I'm the worst in the world
Never walk under ladders
I keep a rabbits' tail
I'll take you up on a dare
Anytime, anywhere
Name the place, I'll be there
Bungee jumping, I don't care

Life, oh life
Oh life, oh life
Life, oh life
Oh life, oh life

Life

So after all's said and done
I know I'm not the only one
Life indeed can be fun
If you really want to
Sometimes living out your dreams
Ain't as easy as it seems
You wanna fly around the world
In a beautiful balloon

Life, oh life
Oh life, oh life
Life, oh life
Oh life, oh life

Life, oh life
Oh life, oh life
Life, oh life
Oh life, oh life
Oh life, oh life

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h08 PM
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14.11.06


Minha Lista de (Esquisitas) Manias

 

 

“Uma lista de manias esquisitas?? Ora pois!! Quem escreveu esse titulo ofensivo? Quem disse que as minhas manias são esquisitas?!?”

 

 

A doida logo se perguntou, esperando que ela própria respondesse a pergunta retórica. Cansada de esperar no quarto vazio por uma resposta que não viria nunca, põe-se a escrever das coisas que gostava, lembrando que não devia conversar consigo mesma quando ela própria não estava a fim de papo. Melhor dialogar com os dedos. Conversar com a pagina em branco virtual e registrar ali as coisas que fervilhavam a mente ensandecida. Da lista que ia escrever só os amigos, os queridos, podiam ler. Segredos que uma vez lidos, deveriam ser esquecidos. Da lista não se envergonhava, ao contrario, se orgulhava. Mas de tão paranóica, coitada, se afligia. Que fosse vista, a sua lista, com bons olhos, ela pedia. Pois podiam ser esquisitas as manias (ela admitia), mas eram queridas... Cada uma delas.

 

*Comer bombom em camadas: Analisemos o tal do “ouro branco”: Primeiro a casca de chocolate branco. Essa ela quebrava gentilmente com os dentes de modo a não rachar as demais camadas sensíveis. Logo em seguida, a crosta crocante. Cuidado redobrado para não atingir o interior composto do mais luxurioso chocolate escuro. E quando era chegada a vez desse, ela o chupava lentamente, ate desmanchar a delicia pelo céu da sua boca, com o vagar de um saboroso beijo adocicado.  

 

*Da mania de beber: Leite: tipo desnatado com duas pedras de gelo e canela. Refrigerante: Nenhum, mas se for algum, que seja a maldita da Fanta-Uva. Suco: de laranja espremida na hora e sem polpa, please. Café: sem açúcar e sem leite, as vezes, com uma pedrinha de gelo, para esfriar mais rápido. Água: sem gelo e sem gás... E se for de coco, ate melhor.

 

*Andar a esmo. Sem rumo, sem destino e sem ponto de chegada... Pelo mundo, pela rua ou pela praia. De noite ou de dia. Consigo a única companhia que realmente importa: a musica. Sempre a musica...

 

*Não guardar as coisas que cria. Quando criança, desenhava. Quando jovem, criava, atuava e escrevia. E agora adulta se pergunta por onde anda seus desenhos, seus textos e seus sonhos... Não importa. Segue criando outros contos, outros sonhos e outras rimas que, se perdidas, serão de quem as achar...

 

*Insistir em enxergar apenas o que há de bom no ser humano... E dessa ultima mania, meus amigos, eu não me desfaço. Por absolutamente nada nessa vida.

 

Obs: Texto confuso inspirado em um outro texto (com muito mais nexo) do

Alex Sens Fuziy.

 

http://alexsens.blog.uol.com.br/index.html

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h03 AM
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13.11.06


Agradecendo a Preferência

 

  

Hoje eu decidi que faria uma caminhada diferente nessa alvorada cinzenta. Para tanto, eu teria que mudar as musicas do Mp3 Player para ter certeza que teria uma seleção musical bem eclética. Variar a musica que se escuta para mudar as coisas que se pensa. Imaginei que tipo de musica eu queria escutar, mas veja so, não soube me responder. Então resolvi deixar meus amigos escolherem por mim. Eu decidi escolher uma musica para representar cada pessoa que eu conheci dentro dessa estranha e surpreendente blogsfera que agora chamo de lar. Que cada um se enxergue na minha lista musical maluca. Aviso que só estão nessa seleção as pessoas que deixaram comentários nos últimos textos. Por questão de espaço algumas ficaram de fora, sorry (snif, snif). Para quem não tinha uma musica obvia eu escolhi uma baseada no tema do seu blog ou no ultimo texto que escreveu no mesmo. Foi o "texto" mais divertido de escrever ate agora! Sem falar que foi uma maneira boba de agradecer as visitas e a preferência de vocês... Mas enfim, você sabe qual é a sua canção?

 

 

"Perfeição" - Legião Urbana (o gótico)

"Far Away" - Nickelback  (a gótica poser)

"Diariamente" - Marisa Monte (a diarista)

"You are my Sunshine" - Johnny Cash (a mais feliz de todo o IFCS)

"From This Moment On" - Shania Twain (a casamenteira)

"All the Things She Said" - Tatu (a menina trovoada)

"Doce Vampiro" - Rita Lee (o próprio vampiro)

"Hands" - Jewel (a enfermeira)

"Pagu" - Rita Lee  (a balzaquiana)

"Love’s Dream" - Lisztomania Soundtrack (adivinha?)

"De Qualquer Maneira" - Isabella Taviani (a poetisa)

"Gentle Rain" - Diana Krall (o poeta)

"Quando Chove" - Patrícia Marx (o nenê)

"Agora Só Falta Você" - Rita Lee (a q resolveu tomar vergonha na cara)

"Respect" - Aretha Franklin (as meninas)

"Chove Chuva" - Jorge Ben Jor (a branquinha)

"Happy Birthday" - Vários Artistas? (a gatinha)

"Leão do Mar" - Paulo Miklos (o botafoguista)

"Faltando um Pedaço" - Djavan (precisa dizer?)

"Negro Gato" - Marisa Monte (o mestre)

"Teto de Vidro" - Pitty (sem pista pra essa musica. nem precisa)

"Fighter" - Christina Aguileira (o anjo caído)

"Strani Amori" - Renato Russo (a bella dona)

"Lagrimas de Chuva” - Kid Abelha (a moça que chora)

"O Tempo Não Para" - Cazuza (o escritor)

“"Ele me Deu um Beijo na Boca" - Caetano Veloso (você mesmo)

“Tédio” – Biquíni Cavadão (a mimosa) 

Escrito por Val.Qui.Ria às 1h00 AM
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12.11.06


... o que vemos, o que sentimos e o que nos dizem…

 

 

 

No espelho, o que vemos.
No coração, o que sentimos.
Dos amigos, o que nos dizem.

                  

No espelho, me vejo nítida.
No coração, me julgo tola.
Dos amigos, o carinho sem preço.


A imagem que envaidece.
A insegurança que engana.
Seus versos que me aquecem


A imagem então, eu ignoro.
A insegurança, eu abandono.

Seus versos que nada pedem, eu aceito.
Jazz no ar, vamos dançar.


Sabendo que o que realmente vale,
É a nossa maneira gostosa de amar.

 

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h44 AM
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“Vicio Maldito”

(ou “Eu sei o que o M.a.u.r.o fez ontem a Noite”)

 

 

 

 

 

 

Ps: Carom3d é um jogo de sinuca on-line na qual essa que vos fala é viciada e joga toda noite, enquanto escreve para esse blog adorável. :o)

 

 

http://www.carom3d.com/

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 1h58 AM
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11.11.06


  

“Crepúsculo dos Deuses”

 

 

Após tantos textos, acredito ser chegada a hora de explicar, para aqueles que me visitam, o significado real por trás do nome desse blog. Mais do que apenas uma alcunha de efeito, o nome tem uma historia e, como toda boa historia, ela deve ser contada do principio...

 

 

No principio havia um bebê. Um bebezinho lindo que recebeu o nome de Valquiria. Cachinhos escuros e olhos castanhos, e lá vai a jovem criança brincar de crescer. Miúda, um dia ela vira menina, e no outro, mulher. Dos nomes que conheceu, o seu era sempre o mais comprido, o mais bonito e o mais incomum. Nos livros aprendera que seu nome era místico. De origem mitológica. Não da romana ou da grega, mas sim da nórdica. Aprendeu que as Valquirias eram filhas do grande Odin, soberano e pai dos Deuses. Belas donzelas de longos cabelos dourados e olhos claros. Armadas com elmos e lanças as criaturas aladas voavam por sobre a Terra, com tanto brilho que diziam serem elas as causadoras da Aurora Bureau. Nos livros, estudou que elas, as Valquirias, eram deusas guerreiras que tinham por função recolher os nobres combatentes que pereciam nos campos de batalha e os levar para os suntuosos salões de Valhala, o lar dos Deuses, para que se preparassem para o grande Ragnarok, um termo criado para designar a época apocalíptica na qual os Deuses deixariam de existir após a grande conflagração universal, o então chamado, Crepúsculo dos Deuses.

 

 

Segundo a mitologia nórdica, tal acontecimento apocalíptico, veja você, aconteceria por conta de um anel. Mas não um anel qualquer... Um anel mágico: O Anel de Nibelungos. Infelizmente não contarei a historia do anel hoje, ou tão pouco como ele ocasionou o fim daquele mundo mágico como o conhecíamos. Por hora vou mencionar apenas Brunhilde, a mais ilustre das Valquirias, e o seu mais dolorido pesar ao perder o seu único e verdadeiro amor: Siegfried. Conta a historia que, cercada pelas chamas que consumiam Valhala, o lar dos Deuses, e tendo em seus braços o seu afeto, caído sem vida, Brunhilde se mostrou inconsolável pela morte do guerreiro, pois ele havia morrido por amor a ela. Ressentida pela perda, ela se desfaz do maldito anel causador de tanta dor com odio, bradando aos céus a sua intensa magoa:

 

 

“Morte e destruição pairam, agora, sobre os homens e sobre os deuses! Chegou a hora do anel e o seu ouro voltarem as suas verdadeiras donas! E que o Amor volte a ser o signo de um novo mundo, que há de nascer das cinzas deste que se acaba!”

 

 

Após o enterro do amante, ela monta em seu cavalo, Grane, e então cavalga para o céu em chamas, para morrer e se unir, em espírito, ao bravo Siegfried.

 

 

Pois bem. Daquelas deusas nórdicas de belos olhos azuis não possuo nem as asas e muito menos os cabelos cor de ouro. Minha pele não é alva como a mais pura neve e nem meu pai é senhor do mundo por onde caminho. Mas se por um lado não tenho asas, eu sou guerreira, sou mulher e sou tudo que o meu coração mandar e sonhar. Da força do meu nome, eu me edifico. E da herança das lendas antigas, eu carrego apenas a vontade de que esse mundo que conhecemos queime e se destrua para que, nas palavras da própria guerreira alada, o Amor renasça e se torne a estrela a guiar os corações de todos nos. E sendo assim, que venha o Crepúsculo dos Deuses...

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h33 AM
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10.11.06


Melhor que flertar, soh beijar...

 

 

Madrugada de sexta-feira: Após rir muito com um bando de desassistidas, ela agora relaxava jogando sinuca on-line com o parceiro de sempre. Nos ouvidos uma seleção de musicas inusitadas: Patrícia Marx, Phil Collins, U2 e Diana Krall... “The look of Love” misturada com “Quando Chove” daria uma ingestão musical em qualquer ouvido mais sensível com certeza. Mas como as musicas eram presentes de amigos bem intencionados, cada nota caia direto em seu coração como uma chuva gentil. Regando sua alma enquanto ela escrevia tranquilamente os acontecimentos do dia anterior...

 

 

 

Tarde de quinta-feira: Aproveitando o intervalo entre as aulas, eu deixo a escola e vou ate a loja do pecado. Com certa ansiedade eu entro na loja de doces. Na porta eu paro por um instante. Precisava de um tempo para me acostumar. Sempre esquecia o quanto ele era belo. Ele me fita junto à porta. Os olhos se encontram. Ele sorri (sim, com aquele mesmo sorriso que eu adorava) e eu retribuo com outro tão afetuoso quanto e adentro de vez a barraca da tentação. A loja não estava vazia. Tanto melhor. Mais tempo para apreciá-lo. Meu colírio musculoso. Ele não se apressa em me atender. Certa vez eu lhe dissera que não gostava de fazer os outros fregueses esperarem. Preferia que ele os atendesse e só quando estivesse livre me assistisse. Ele acreditou nessa lorota toda (ainda bem, ufa!) e por isso estava atendendo sem pressa uma senhora negra de cabelos brancos e sedosos sem nenhuma afobação.

 

 

Ela, a senhora, me vê ali parada e serena e me informa que os doces eram para o seu neto. Aquele mesmo que ela ia buscar na escola dentre breve. Acho graça no comentário, não posso deixar de sorrir. Aquela senhora estranha falava comigo como se me conhecesse de longa data. Faço algumas perguntas sobre o tal netinho para agradá-la enquanto esperava. Meu demônio de olhos puxados atendia agora uma menina de nove anos. Foi quando uma sirigaita balzaquiana de cabelos descoloridos escolheu justo àquela hora para entrar ali dentro, chamando atenção para si com uma voz esganiçada ao perguntar para o MEU belo demônio:

 

 

- Coração!... (Odiei-a imediatamente, a cretina)... Já chegou o meu docinho?

 

- Sim senhora. – O demônio oriental responde de forma educada, sem se abalar pelo tratamento afetado daquela sem noção. Eu o admiro mais ainda por isso. Assim que a guria, a senhora e a vagaranha desbotada deixa a loja de doces, eu me viro para ele, agora que estávamos sozinhos, e pergunto ironicamente com um erguer de sobrancelha:

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h03 AM
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- Coração?!!? Nossa... Sua namorada sabe que você escuta “isso” da mulherada quando ela não esta por perto? – Provoco.

 

 

- Não tenho namorada... Já te falei isso. - Ele responde. Meio rindo e meio ofendido.

 

 

- Sei, sei, sei... – Respondo de forma supostamente desinteressada. Mal contendo o riso por dentro ao me fazer de seria. A mulher desbotada era uma ridícula mesmo. Ele não se interessaria por ela, afinal, ele tinha bom gosto. Gostava de mim, não é mesmo?

 

- O que vai querer hoje...? – Ele me pergunta com aqueles olhinhos pequenos de forma inocente. Na minha mente a musica “Beija Eu” da Marisa Monte começa a tocar imediatamente e em volume tão alto que tenho certeza que ele pode escutá-la escapando pelos meus ouvidos traiçoeiros...

 

 

- O de sempre... – Peço como se estivesse em uma boate intimista e ele fosse o meu bartender particular. Casablanca começa a passar no telão da minha mente ensandecida...

 

 

Sozinhos começam a conversar sobre tudo e sobre nada enquanto ele me atende. Em poucos minutos varias coisas são ditas, mas é no olhar que o que realmente interessa é falado. Antes que me dê conta ele já havia pesado a minha cota semanal de delicias. Evitam se olhar agora. Não queriam admitir o obvio. Eu teria que voltar para os meus alunos e ele teria que ficar ali. A separação era inevitável. Pego as notas e deposito o valor sobre o balcão. Já pegava a minha sacolinha e me preparava para dar o derradeiro adeus quando ele me pega pela mão e pergunta apressado: - Já experimentou esse doce aqui?

 

 

Ergo o olhar. Percebo o que ele estava tentando fazer. Sinto algo gostoso e quente se derretendo no meu coração e respondo simplesmente: - Não... É bom?

 

 

- Experimenta... – Ele pede, pegando um minúsculo pacote branco de papel, depositando um pouquinho da guloseima de amendoim e chocolate. – De chocolate eu sei que você gosta... E de amendoim? – Ele pergunta curioso.

 

 

- Querido... Se tiver chocolate, eu gosto. Lembra? – Eu faço uma alusão a uma conversa anterior nossa. Ele se lembra e sorri mais ainda. – Então leva desse aqui também... – Ele separa mais uma quantia de outra guloseima achocolatada e me entrega com um largo sorriso. - Por conta da casa. Passa ai amanha de tarde e me diz se você gostou...

 

 

 

Se eu gostei??

 

 

Meu querido... Hoje de tarde eu vou te dizer que eu adorei...

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h02 AM
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08.11.06


Por um bom motivo...

 

 

 

...o amor que temos, o amor que damos e o amor que recebemos...

 

 

“...prefiro gostar, amar e respeitar as pessoas com a intensidade que eu quiser, pois os sentimentos são meus e de mais ninguém...” – by Val -

 

 

 

Tenho uma fonte cristalina do mais puro sentimento que jorra dentro de mim. Não escondo essa nascente. Ela está à vista para quem quiser dela se servir. O amor que carrego sacia quem tem sede de atenção, de carinho e proteção. Quem a dor carrega pode se banhar em mim e lavar para longe a agonia que mancha a alma alquebrada. Não peço nada em troca. Meu amor não custa nada. Ofereço o meu ombro e minha tola sabedoria para quem quiser dela se convir. A porta sempre aberta, caminho certo para a minha casa na praia de paredes vermelhas. Procuro sempre dar mais do que receber. Quando amo, eu amo para sempre. Sem meios termos. As vezes recebo visitantes ilustres e procuro dar o meu melhor. Aprender com eles para poder crescer como pessoa. O bom hóspede sabe retribuir tudo que dou em igual intensidade. Já os mal intencionados levam partes de mim. Roubo sentimental. Puro crime emocional. Não me importo. O mal que me fazem eu recebo e não retribuo. Retaliação é algo que repudio. Só sei ser assim. Só sei amar, não sei odiar. Mais sei de algo que poucos sabem: O tempo tudo revela. Não há como discutir com a mulher do relógio-de-areia. Tolo o que baseia o seu amor em cima de palavras e poesia. O amor é erguido em cima de ações e gentilezas concretas, que se revelam e se trocam no dia a dia, diante dos nossos olhos. E o que eu vejo hoje me lava a alma, me alegra o coração. Pois eu hoje entendo que tudo nessa vida, realmente, acontece por um bom motivo.

 

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h03 PM
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Irreversível

 

 

 

 

 

 

Fui arranhada... Marca pequena mas dolorida. Daquelas que a cada movimento feito pelo corpo volta a doer, arder... Machucar. Cada vez que eu olho para a ferida eu lembro de como eu me feri, ou melhor, fui ferida. “Não foi de propósito... Eu não queria te machucar”, eu escutei. Mas eu sei que não é verdade. Por que essa não foi a primeira vez. Houve outros “acidentes”, e em todos eles mais uma marca foi feita em mim. Da primeira vez eu achei que a dor era tão grande que eu não agüentaria. Mas o tempo passou, outras discussões vieram (se bem que você as chamava de “conversas abertas”, lembra?) e elas se tornaram tão freqüentes que o meu corpo passou a desenvolver uma espécie de antídoto. Uma proteção natural contra você. Sentimento estranho esse. Temer a pessoa que se gosta. Medir as palavras que se diz. Não saber o que vira ao certo. Imprevisível.


Mas então, você lançou a derradeira cartada. Inocência minha seria dizer que eu fiquei surpresa com o gesto. Mas mesmo assim, magoou. E muito. Inconsolável.

 

Você disse que outros virão e que você não era insubstituível. Mentira. E você sabia disso. Era você que eu queria. Você com os seus defeitos, suas loucuras, seus delírios e tudo aquilo que fazia de você uma pessoa única. Eu não queria alguém perfeito, por que a pessoa perfeita para nos era você. Mas não houve acordo. Você não quis ouvir. Não quis dialogar. Logo você que sempre me acusou de ser fechada. Agora eu entendo que você nunca quis dialogar. Você sempre quis dizer a sua verdade. Mas no momento em que essa sua maneira de ver o mundo a sua volta não era espelhada em nos você se afastou, e me acusou de evitar a sua presença. Acusação estranha. Eu queria que você ficasse e você se foi; como “evitar você” se encaixa nessa equação? Incompreensível.

 

A única verdade universal é que a vida continua. Com ou sem você. Minha vida vai ser bem menos alegre sem a nossa brincadeira inocente. Mas tudo bem. Eu e a minha pequena ferida vamos ficar bem. Vamos continuar a nos falar. Se eu te encontrar na rua eu vou te cumprimentar, fazer graça mais uma vez da nossa diferença de altura e de como eu pareço um chaveirinho perto de você. Vou comentar o quanto a sua falta me faz. Você vai dizer o mesmo. Trocaremos amenidades por alguns minutos e então seguiremos os nossos caminhos, sabendo que o que tínhamos jamais voltara a ser. Pois quando algo se quebra, jamais volta a ser o que era antes. Irreparável.

 

Vou sentir a sua falta S.

 

 

 

 

PS: Escrevi isso logo após aquela discussão, D. Sei que você é a única pessoa nesse lugar que vai entender para quem eu escrevi isso. Doeu escrever na época. Agora so doi ler. Posto aqui por tudo que você escreveu  http://uppersndowners.blogspot.com/2006/11/pequeno-ensaio-sobre-confiana.html e por que, após ontem a noite, o texto me pareceu absurdamente apropriado para essa quarta-feira estranha...

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h14 AM
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07.11.06


In The Air

 

 

 

 

Impassível eu assisto o cortejo circense chegar

Nas ruas a explosão de cores a brilhar.

Tantas que me cegam o olhar.

Há cheiro de festa no vento a bailar.

Eu me aproximo. Meu coração a palpitar.

Ate o engolidor de espadas veio se apresentar!

Inteiro, o show espetacular já vai começar.

Respiro forte ao ver o grande elefante andar.

Eu jamais vi nada igual, me ponho a jurar.

Um grande espetáculo eu posso testemunhar.

Balões coloridos vou comprar.

Eles eu darei a você, meu amor, quando chegar.

Imensidão de pessoas debaixo da tenda a esperar.

Já vai começar, posso sentir no ar!

O maior espetáculo da Terra! Todos a gritar.

Minha fantasia que se realiza, volto a sonhar.

Eu não quero mais acordar...

Um instante a mais, eu me coloco a implorar.

Pois sei que já vou despertar.

O palhaço me oferece uma flor âmbar.

Eu sinto o meu corpo se distanciar...

Tão cedo, e já vou voltar.

Acordar para uma realidade que só faz chatear.

O sonho ainda não acabou, volto a me concentrar.

Beijo então meu pierrô vestido de branco nos lábios.

Recebo como resposta o indagar em seu olhar.

Imersa em meus sonhos, eu sorrio. Ele jamais saberá.

Guardando no segredo desse verso,

A verdade que não quer calar.

De tudo que eu tenho só uma coisa quero lhe dar.

A minha gratidão, pela gentileza do seu contemplar.

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h05 AM
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05.11.06


Kiss Me!

 

 

 

KISSMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIKISSME

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Escrito por Val.Qui.Ria às 11h16 PM
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X-cuse me for staring, your looks have me blinded; you want to touch me, so don't try and fight it and kiss me... I'd walk your sweet curves for days without water, my drink is your lips don't you think you oughtta, just kiss me... Blond and ambitious you're dancing with wild boys, melting the ice 'round my heart, girl, with your voice. Strawberry lips saying, Baby I want you. Raising my fever tonight so why don't you just kiss me! oh woh oh, kiss me... This conversation is making me nervous, please pay attention, imagine we're lovers and kiss me... You turn me on, turn me off like a flashlight, feel like a blind man who's taken the night-flight, so kiss me... I am the mirror who holds your reflection, you can't resist me, I am your infection... Strawberry lips saying, Baby I want you! Raising my fever tonight so why don't you just kiss me! oh woh oh, kiss me... Strawberry lips call my name so inviting, can't think of anything else more exciting, so kiss me! oh woh oh, kiss me. (...) Dressed to the teeth in your soft skin and perfume, only my heart cuts the silence in your room... Strawberry lips saying, Baby I want you! Raising my fever tonight so why don't you just kiss me! oh woh oh Strawberry lips are my favorite flavor, drinking their color is all that I'm made for, so kiss me! oh woh oh, kiss me, oh woh oh kiss me, oh woh oh, kiss me, oh woh oh...  

 

 

 

 

“Kiss me”

- Indecent Obsession –

Escute no ultimo volume e dance (ou beije) muito!

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h14 PM
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Vencer

 

 

 

A VONTADE DE VENCER

Ousar imaginar possível o impossível.

Querer algo com tanta força a ponto de, quem diria,

Voltar a sonhar mais uma vez.

 

Atrever-se a cobiçar o que não se tem

Não temer nada, pois não ha mais nada a se perder.

Prestar contas a uma só pessoa.

A que lhe encara, esperançosa, no reflexo do espelho.

Ver-se pela primeira vez dono do seu próprio destino.

 

Viver por um sonho a ponto de nada mais importar

O mundo a sua volta gritando "desiste!”

E você completamente indiferente aos seus apelos.

Seguir suas próprias regras. Ter princípios sólidos.

Viver segundo a sua própria lei.

 

E quando derrotado, por vezes e mais vezes,

Se lembrar de quem você realmente é.

Ser um campeão em seu próprio coração.

Para poder cair e levantar-se

Quantas vezes forem necessárias

 

E quando você finalmente vencer.

Alcançar a estrela que todos julgavam inalcançável,

Veja o mundo aos seus pés clamando o seu nome.

E quando esse dia chegar, por favor, me veja.

Olhe em meus olhos. Encare-me uma ultima vez.

Veja a mim, seu próprio reflexo, e me responda:

 

 

Valeu a pena sonhar?

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h01 AM
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04.11.06


Modern Fairy Tales

 

 

“Val.Qui.Ria Conta a Historia da Chapeuzinho Vermelho Moderna e o Lobo Mau Tudo de Bom!”

 

Esta é a história de uma garota moderna chamada Chapeuzinho Vermelho. Filha de mãe solteira, Chapeuzinho vivia uma rotina sem graça. Ela ia da escola para casa, da casa para a academia, da academia para o curso de inglês e do curso de inglês para casa. No meio disso tudo ela passava o seu tempo assistindo “Sex and the City” ou escrevendo para o seu blog “Nem Tudo é Conto de Fadas”. A pobrezinha adorava cair na balada junto com as amigas Cinderela e Branca de Neve, mas sua mãe perversa a obrigava a estudar para passar no concurso publico. Pobre Chapeuzinho, pois a sua triste sina era virar funcionaria publica do Reino Encantado...

Mas dentro de si Chapeuzinho escondia um sonho secreto: Ficar com o Lobo Mau Tudo de Bom.

O Lobo Mau Tudo de Bom era famoso na floresta. Todas as outras meninas das historias da carochinha eram unânimes em afirmar que não havia príncipe encantado em lugar algum que chegasse nas patas do tal sujeito. O demônio em forma de lobo não só era lindo como também beijava como ninguém. Chapeuzinho escutava essas historias no recreio da escola e nada podia fazer a não ser sonhar com o dia em que ela tivesse a chance de provar, ela mesma, de lábios tão ilustres.

Certo dia, Dona Chapéu mandou Chapeuzinho desligar a porcaria da internet e ir ate a casa da avó levar uma cesta com os remédios genéricos que ela havia conseguido pela metade do preço. Após enrolar meia hora, para assistir o final da reprise de “Friends”, Chapeuzinho finalmente desligou a TV e foi ate o banheiro, passar batom, perfume, sombra e lápis nas sobrancelhas. Ora pois! Só por que ela ia visitar a avó moribunda isso não significava que ela tinha que sair de casa como uma mulamba, não é mesmo? Vai saber se ela topava com alguém remotamente interessante no meio do caminho. Após escovar devidamente as longas madeixas e vestir o seu sobretudo vermelho, Chapeuzinho deixa o condomínio fechado em que morava para ir ate a casa da sua avó a três quadras dali.

Completamente distraída com o seu mp3 player tocando “Evanescence”, Chapeuzinho seguia o seu caminho ate que os seus olhos avistam, a alguns metros dali, o Lobo Mau Tudo de Bom!

“Droga! Droga! Droga!”, ela se recrimina mentalmente por não estar usando alguma coisa mais sexy. Pelo jeito ela teria que conquista-lo com a sua personalidade... Maldição!... Qualquer garota sabia que isso e nada era a mesma coisa quando o alvo era alguém tão requisitado quanto o Lobo Mau!! 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h02 AM
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- Oi Chapéu. – Diz o Lobo se aproximando, com aquela voz aveludada que derretia iceberg.

- Oi Lobo... – Responde uma Chapeuzinho com a cara abestalhada de vergonha ao descobrir que o gostosão sabia o seu nome.

Papo vai, papo vem. Olho no olho e coisa e tal. Conjugam o verbo sorrir. Ela, só no charme. Ele, só na conversa. O flerte evolui, como tinha que ser:

- Mas que olhos tão lindos você tem Chapeuzinho. – Ele xaveca.

- Humm... – Ela não responde, mas pisca de modo maroto.

- E essa boquinha linda... Pra que serve? – Ele pergunta, se aproximando perigosamente. Perigo no ar...

E então Chapeuzinho disse... Ai meus sais, tenha paciência! Com um Lobo Mau Tudo de Bom xavecando a garota, você realmente acha que ela ia dizer alguma coisa após essa deixa? Se achar, você é inocente demais para ler o resto desse conto. Portanto eu vou deixar a sua imaginação preencher o que não esta escrito ali em cima. Mas uma coisa eu garanto: A pobre avó recebeu sim os seus genéricos. Com um dia de atraso, mas recebeu. E quanto a nossa Chapeuzinho Vermelho Moderna, só me resta dizer que após esse encontro, ela teve que achar um novo sonho secreto, por que o antigo foi realizado (e MUITO bem realizado) pelo Lobo Mau Tudo de Bom.  :o)

 

The End.

 

PS: Conto inspirado pelos últimos textos do blog “Desassistidas” (http://www.desassistidas.blogspot.com). Após escrever certo comentário ali eu fiquei com a idéia na cabeça de como seria uma Chapeuzinho Moderna... Bom, da idéia deu isso ai.  :o)

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h01 AM
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03.11.06


Fire

 

 

 

Fogo

 

 

Quero queimar no fogo da vida

Incendiar no calor de seus beijos

Ganhar queimaduras de terceiro grau com o seu toque

Vem chama rubra, incinera os meus medos

Destrói as minhas inseguranças

Fogo que me faz mais viva, queima forte

Vou me banhar em seu ardor

Brasas do passado voltam a inflamar

Memórias que se erguem como labaredas

Transformam o meu sangue em lava

Faz fogueira com os meus pensamentos

Vivacidade que só existe nas chamas

Quero arder em ti e por ti

Transforma o meu corpo em combustível vivo,

Madeira que pensa, ri, sofre e ama

Me use, chama dourada, me queime

Para que o teu brilho jamais se extingue

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h10 AM
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02.11.06


The Black Cat

 

 

A Pequena Elektra

(ou “O filhote de Urubu”)