Crepúsculo dos Deuses


15.12.06


Da serie: “Vizinhos” - Parte Final -

 

 


A chave da casa (parte II)

 

 

Certa vez ela havia escrito que seu coração era como uma casa a beira mar. Sua morada de paredes vermelhas pulsantes que por muito tempo havia permanecido fechada. Porem não mais. Hoje, aberta, recebia mais uma vez aqueles que possuíam a chave de seu coração. Amigos que agora eram chamados de “vizinhos”. Munidos de suas chaves, eles chegavam. A casa logo ficou pequena com tanta gente dentro. Grande ali, só o amor que vibrava através das paredes. Constelação de mentes extraordinárias e de almas iluminadas. O espaço era realmente pequeno para tanta celebridade debaixo de um só teto...

 


Em um canto da sala, Tha, Ro, Lili e Debbie falavam para a e a Anne o que tinha rolado no programa de radio da noite anterior. Sendo que ninguém ali estava acreditando naquela historia estapafúrdia de que comer milho na praia era sexy. Do outro lado do cômodo, um grupo se ocupava em assistir um episódio da quinta temporada de Arquivo-X em DVD. A  Ro e o Marinho já estavam acostumando com a serie, por isso esperavam pacientemente a Ana Praline dar o seu curso relâmpago para a Ana, a Nara, a  Roberta, a  Vanessa, a Sueli e a  Bridget, explicando por que a boca do Senhor David Duchovny era, sem sombra alguma de duvida, a coisa mais sexy já criada na face da Terra... Enquanto isso na cozinha, a Márcia Clarinha e a Mônica se ajuntaram com a Dani e a Pity. As quatro estavam ajeitando a mesa para uma partida de tranca. Como eu havia chegado atrasada, as quatro prometem que na próxima eu poderia jogar. Sem alternativa eu me sirvo de duas Cocas (a bebida e não o pó) e vou atrás do Alex. Encontro ele em um canto da casa conversando com o Jairo e o Tiago.  Curiosa, pergunto sobre o que conversavam. Eles trocam sorrisos cúmplices e nada dizem. Tal qual a raposa e as uvas, eu digo que não queria mesmo saber e mostro a língua, deixando o recinto enquanto eles acham graça da minha infantilidade. Resolvo dar a minha Coca-Cola extra para outra pessoa.

 

 

Vejo a Liebe tocando violão para a Glau e a Cris. Tento não atrapalhar e vou para o corredor. Esbarro na Márcia do Valle e entrego a  Coca para ela, perguntando  se ela não quer dar uma volta comigo. Mas ela me diz que o Mauro iria ensinar ela a jogar bilhar na sala de jogos. Desejo-lhe boa sorte (ela ia precisar, o menino jogava igual a mim... muito mal). Sem saída, eu ando a esmo pelos quartos, verificando o que o resto do pessoal estava fazendo. Em um quarto o Dono do Bar ensinando o Cristiano a preparar um Sex on the Beach "matador". Em outro dormitório, a Dani F. estava dormindo. A pobrezinha estava exausta de fazer faxina, coitadinha. Merecia o descanso. Do lado de fora da casa, encontro o Junior e a Menina Trovoada. Ambos me perguntam do amigo secreto. Droga!! Eu havia esquecido!! Rapidamente chamo a , a Cinthia e o Handrik para ajudar a organizar o pessoal.

 

 

Enquanto eu observo a correria, aguardando todo mundo se espremer na sala para explicar como o amigo secreto iria funcionar, eu grito alto para ninguém (especialmente o senhor Junior e a senhorita Debbie) encostar as “patas” no meu saco de jujuba perto da televisão...


 
 
Sim, todos ali dentro daquela casa eram “vizinhos” queridos. Mas amigos, amigos, jujubas a parte... Certo?
 
 


THE END

 

!!!!!

OBS.: Leia abaixo como participar do amigo secreto do bairro

!!!!!

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 4h52 AM
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Atenção Galera do Bairro!!

 

 

 

E você? Quer participar do amigo secreto? Só vale as pessoas do “bairro”!! Ou seja, o pessoal que transita aqui no meu casebre. O pessoal da “rua”, saca??
 
Para garantir a sua participação é só deixar o seu e-mail de contato no
espaço dos comentários. Para quem não quiser divulgar, é só mandar o endereço eletrônico para o meu e-mail: trustno1@iron.com.br
 
Sorteio no dia 17 de dezembro e entrega de presentes no dia 22 desse mês. O presente pode ser um texto, uma foto, um poema, uma musica, um vídeo, a foto do Julio vestindo uma fantasia de Papai Noel estilo clube das mulheres (se você me tirar Fé, eu só vou aceitar isso, viu?) ou qualquer coisa que possa ser publicada em seu blog, no dia 22 de dezembro, presenteando o seu amigo secreto. Duvidas e problemas, é só usar o meu e-mail e entrar em contato que eu quebro o seu galho!!
 
 
E boa sorte para todos!!!!
 
:o)

Escrito por Val.Qui.Ria às 4h35 AM
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14.12.06


Um bairro chamado Felicidade

 

 

 

...Uma idéia...

...Treze textos...

...Duas semanas escrevendo...

...Trinta e cinco blogs citados...

...Trinta e seis pessoas homenageadas...

...E um bando de gente legal que continua a se mudar para essa minha vizinhança maravilhosa...

 

 

...Esse, meus amigos, é o saldo (quase) final da série “Vizinhos”...

 

 

Nessa saga de tantos contos, alguns foram personagens de historias fictícias e outros de relatos reais. De crônicas a roteiros de filmes. De palhaços a poetas. Através de chaves ou de fotos, cada um recebeu um carinho especial. Cada vizinho, em sua especialidade, me tocou de tal forma que nasceu em mim essa vontade de retribuir o gesto de alguma maneira. Agradeço o carinho nos vários comentários deixados ao longo dessa brincadeira. Vocês me fizeram mais feliz com as suas palavras do que jamais saberão. Mas antes que eu termine essa serie (amanhã será o ultimo texto), eu tenho um singelo pedido: Eu gostaria que os meus ”vizinhos” trocassem olhares entre si e, se não for pedir demais, eu gostaria que cada um deixasse registrado, na forma de um comentário, quem, dentre tantos vizinhos ilustres, mais lhe marcou e por que. Um elogio simples, não para mim, mas para os meus amados vizinhos, é o que eu ouso pedir hoje. Para facilitar a vida de todos, coloco aqui apenas os nomes daqueles que participaram diretamente da brincadeira. Para aqueles que não estão na lista ou não participaram dessa serie, não se preocupem! Eu SEMPRE escrevo sobre as pessoas que amo... Mais cedo ou mais tarde vocês aparecem por aqui. Ate lá, segue logo abaixo a lista de quem participou da brincadeira:

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h41 AM
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Faxina (Dani F.), Just Fe (Fe), In The Air (Poetry), Sohletras (Marinho), Eu Tenho 30 (Anne), Dono do Bar, Pity, A Música e Eu (Angel), Desassistidas (Tha e Ro), Menina Trovão, Handrik World, Espaço Aberto (Glau), Solta no Mundo (Márcia), Vale da Solidão (Junior), Vila Aconchego (Liebe), Falando de Amor (Ana Luiza), Palavras ao Vento (Cris), Uppers 'N Downers (Debbie), Dias de uma Mulher (Cinthia), Eu Sou Uma Bridget, Ana, Nara, Roberta, Vanessa, Bonequinho de Luxo (Cristiano), Sob o Céu da tua Boca (Tiago), Esculacho e Simpatia (Marcos), Rabiscos de uma Vaca (Mônica), Proteção aos Animais (Fá), Homem é tudo Palhaço, Brincando com Clarinha (Márcia Clarinha), Quase Histórias de Amor (Lili), Maquiavel Para Mulheres (Princesa), Momentos São... Iguais Aqueles...  (Sueli), Coisas que Ninguém Deveria Ler (Alex) e o meu querido (e desblogado) Mauro.

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h36 AM
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13.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

Apocalipse

 

 

A batida energética e ritmada da musica progressiva que surgia de dentro do clube noturno era um belo convite sensual a perdição. O ritmo intenso e a visão de corpos suados se entregando a musica era, sem duvida, uma visão profana do paraíso. O nome da boate sugeria o fim do mundo, mas se o fim dos dias fosse de qualquer forma parecido com aquele frenesi de sensualidade, a moça mal podia esperar pelo final de todas as coisas...

 
A boate em questão se chamava "Apocalipse" e a noite mal havia começado. Varias pessoas do lado de fora imploravam aos seguranças por uma visão  momentânea do interior do club noturno. Para as pessoas na longa fila de espera, aquilo se assemelhava demais com o próprio purgatório bíblico. Já  para as pessoas do lado de dentro, a  pista de dança era o portal mais próximo do céu celestial. Pequeno mundo repleto de preces lascivas e de anjos belíssimos de carne e osso.

 
O principal motivo que havia levado a moça ate "Apocalipse"  era a total e mais completa necessidade que ela estava sentindo  de cair na noite e  esquecer sua assim chamada vida.
Solta no mundo. Era dessa forma que ela queria se sentir. Que as luzes ensandecidas do lugar lhe cegassem os olhos. Naquela noite ela não quer enxergar mais nada, apenas ser vista. Ela não estava procurando o amor da sua vida (infelizmente ou felizmente, ela não era esse tipo de garota).
Tudo que ela queria naquela dia era liberar a sua libido e extravasar o maximo a sua energia sexual. E aquele parecia ser o lugar ideal para isso. Uma rapida olhada e ela se da conta que aquela era a noite das fantasias. Pessoas fantasiadas de tudo que se possa  imaginar a sua volta. A  maioria das fantasias tinham uma conotação sexual. Ela não se surpreendeu com o fato. O mundo havia se transformado em uma grande orgia, uma verdadeira suruba social. Talvez devesse escrever um livro chamado "Maquiavel para Mulheres" e explicar para o mundo que o amor estava sim em todo lugar. A única razão para ninguém encontrar o maldito sentimento era simples: A emoção agora atendia por outro nome: "sexo casual".

 

 

" - Eu tenho 30 "- O primeiro palhaço se apresentou. Mas ele não falava de sua idade, e sim da quantidade de camisinhas que ele possuía no bolso e adoraria desperdiçar no corpo dela...

 

"- Momentos... São iguais aqueles..." - Se apresentou o segundo palhaço, completamente bêbado, como se tivesse terminando o resto de uma conversa que a moça, tinha certeza, não haviam começado...

 

"- Eu sou uma Bridget " - Se apresentou o terceiro palhaço, ou melhor, palhaça. Se bem que ela era gostosinha... Realmente pena que a moça sentia falta de cheiro de homem...

 

 

Cansada de cantadas sofríveis, ela dá a noite por encerrada. Deixa o club noturno e anda ate o carro, quando o celular irritante toca no bolso da calça. Lê a mensagem e sorri aliviada. Pelo jeito a sua noite não estava perdida de todo...

 

 

De: Pity

Para: Val:

Estou aqui no Handrik World. O lugar esta bombando. Só falta você”. 

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h56 AM
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12.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

O casebre de paredes verdes

 

 

 

Uma Questão de Perspectiva

  

 

Não eram conhecidos, não se falavam e não moravam na mesma cidade. Inferno! Não moravam nem no mesmo estado. Mas isso não impedia a moça de admirá-lo e de desejá-lo. Mas não da forma carnal e lasciva que alguém poderia imaginar. Era algo mais profundo ou talvez mais raso do que isso.  Dependia de que perspectiva os sentimentos da moça fossem analisados.

 

 

A primeira vez que ela o viu, foi andando pela vizinhança de forma despreocupada, naquele tranqüilo dia de nove de setembro. Tal qual uma bela canção, ela havia escutado poesia saindo daquele belo casebre de paredes verdes e, seduzida pela musica, escrevera um bilhete e largara na caixa de correio a seguinte mensagem: “Essa beleza de poesia devia ser engarrafada e vendida nos semáforos da vida... Parabéns”.

 

 

Completamente arrebatada pela força do poema, ela voltara outras vezes naquela mesma casa, atrás de um vislumbre do mesmo encantamento que ela experimentara um dia. Mas aqueles eram momentos complicados de transição no governo. E ela descobriu que ele, o rapaz, estava engajado em política ate o pescoço, enquanto ela, a moça, possuía aquela total incapacidade de se interessar (pelo menos com a mesma intensidade que ele) pela atualidade política do pais. A consciência politizada dela era do tamanho de uma moeda de cinco centavos, e a sua opinião política, tão valiosa quanto a moeda corrente do pais tupiniquim.

 

  

Mesmo assim, dia após dia, ela voltou a visitá-lo. De forma discreta, olhando-o de longe, envergonhada por sua própria ignorância política, a espera daqueles instantes de poesia, com a certeza que a luz do talento não poderia ser contida por muito tempo sem voltar a brilhar.  Ela estava certa pois, eventualmente e de forma esporádica, a poesia voltou a raiar no casebre do vizinho. E a moça voltou a sorrir da sua casa, do outro lado da rua, feliz com a visão rara de tal espetáculo.

 

  

Muito tempo se passou desde daquela manhã de nove de setembro. Mas a admiração ainda é a mesma. Um dia, talvez, a moça falaria sobre a sua admiração por ele. Mas aquele dia ainda não havia chegado. Por hora, ela iria largar mais um bilhete em sua caixa de correio de forma anônima, escrevendo que ela também havia se emocionado com a historia do tal rapaz que havia se jogado no rio, para salvar pequeno bebe.

 

 

Após o gesto, a moça se afasta do casebre de paredes verdes. Sabendo que o que ele sentia por ela era bem mais profundo ou talvez bem mais raso do que ela imaginava, dependendo da perspectiva que os sentimentos do rapaz fossem analisados...

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 6h50 AM
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11.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

Casa Vazia

 

 

“8 de dezembro”

 

 

 

É sempre bom deixar o melhor por ultimo, ou pelo menos foi assim que contaram a historia para a moça. Quem havia ensinado o dito daquela maneira, ela não se recordara, mas mesmo assim, ela amaldiçoou a pessoa com lagrimas nos olhos ao ver o bilhete. Agora era tarde demais. Ele havia partido. O olhar lacrimoso fazia companhia ao sentimento de pesar, enquanto ela lia a nota, solitária, deixada na porta da casa vazia:

 

 

“Agora vou dar uma pausa. Estou encerrando meu ano letivo e não consigo conciliar minha atividade acadêmica (...) Vou sair de férias. Vou nadar em ribeirão, vou me deitar na grama com a barriga para o ar. Vou passarinhar, vou ver a lua luar. Depois vou seguir a Estrela-guia e vou reverenciar o Menino, o Mestre de todos os mestres. (...) Fiquem com o sorriso de Deus e já, com gostinho de saudade, até de repente.”

 

 

Rele o bilhete. Cai outra lagrima. Queria se sentir feliz por ele, mas não conseguia. Como poderia se não tivera a chance de dizer adeus? De dizer o quão importante ele era para ela? O que fazer com a certeza da dor da saudade, que viria com o passar dos dias visita-la, sem a presença dele? Se voltar no tempo fosse possível, ela imploraria aos deuses que fosse 8 de dezembro mais uma vez. Que fosse manhã de sexta-feira novamente. Uma segunda chance para que ela pudesse escrever o que ela havia esquecido. Para registrar o que ela não tivera coragem de dizer. Voltar no tempo e sussurrar com uma caligrafia bonita o que ela havia mantido escondido no coração. As três palavras providenciais. Mas agora já era tarde demais. Cai mais uma lagrima. Saudade já havia chegado. E ele havia partido. Chora então o coração.

 

 

The End

 

 

 

 

 

Obs.: Texto em itálico foi ”surrupiado” do blog do meu bom vizinho que, eu garanto, já esta deixando saudades. Quem é esse vizinho? Quais eram as três palavras? Qual o significado do nome do texto? Para os curiosos de plantão, as respostas aqui.

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h23 AM
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10.12.06


Postagem Coletiva: Clarice Lispector

 

Clarice Lispector

 

 

Transgredir, porém, os meus próprios limites me fascinou de repente. E foi quando pensei em escrever sobre a realidade, já que essa me ultrapassa. Qualquer que seja o que quer dizer "realidade".

 

 

Yet transgressing my own limits suddenly fascinated me. And it was then that I thought of writing about reality, for it goes beyond me. Whatever it is that "reality" means.

 

 

 

 

 

Obs.: A serie “Vizinhos” continua amanhã. Por que hoje é dia de Clarice...

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h12 PM
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09.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

As quatro chaves

 

Brincando Com Palavras 

 

A primeira chave é a chave do pensamento. Ouse voar nas asas daquilo que se imagina impossível.  Brincando de ser negrinha, clarinha ou mulatinha, essa chave abre a porta da percepção. Com a mente aberta, a possibilidade de se transformar na pessoa que ser quer ser. Clique na chave acima e abra as portas para as possibilidades infinitas.

 

 

 Espaço Aberto

 

 A segunda chave é a chave da emoção. Ouse liberar a fúria que habita em ti. A emoção bruta que nasce da ferida que sangra. Seja fiel e honesta com os sentimentos que habitam o seu coração. Essa chave abre a porta do que precisa ser dito. Com a emoção a flor da pele, a certeza de que a vida é mais do que apenas existir. Clique na chave acima e libere as emoções dormentes em ti.

 

 

Proteção

  

 

A terceira chave é a chave da vida. Ouse viver e deixar viver. A certeza de que ninguém que se alimenta da morte poderá ser completamente puro. Aquele que ceifa a vida mata um pouco de si. Essa chave abre a porta da consciência humana. Compreendendo que somos apenas parte de um plano maior, parte de algo que precisa ser preservado. Clique na chave acima e preserve a existência de uma natureza utópica.

 

  

Palavras Para Ninguem

http://palavrasparaninguem.zip.net/

 

 

A quarta chave é a chave da alma. Ouse escutar o que diz o seu coração. Dialogar com si mesma atrás da compreensão do que se sente, pensa e vive. Uma alma livre de amarras ajuda a construir um novo futuro. Essa chave abre a porta daquilo que precisa ser revisto. Sem medo de errar. Aprender a viver um dia de cada vez. Clique na chave acima e encontre a alegria nas palavras ditas... Aprendendo a caminhar por entre as flores.

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h33 AM
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08.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

 

 

E então ela decidiu se matar. O momento era adequado. Era noite vazia de sentimentos e de vozes. Uma vontade louca de fumar um cigarro mentolado e de beber um cosmopolitan. Daqueles que só ela própria sabia servir. Nada de vodka barata. Ela queria que a bebida fosse perfeita, pois seria a ultima antes dela se matar. Dinheiro não era problema. “Prepara com Belvedere e capricha no cherry brandy, honey. Não exagera na dose de cointreau, please. E vê se não esquece a cereja.”, ela pede para o Dono do Bar de forma didática, mas ele não se importou. Havia certo desespero no pedido da morena. A guria precisava mesmo de uma bebida.

 

 

Ela olha o bar vazio de idéias e cheio de pessoas. O barulho incomoda. Ela queria ver coisas se movimentando a sua volta. Um contraste para a inércia que lhe cercava. Mas o barulho ainda assim incomodava. E muito. Recebe a bebida e ascende um cigarro. A garganta virgem de nicotina sofre com a agressão. Ela não fumava ate cinco segundos atrás. Agora ela se lembra por que. Ela odiava o cheiro daquele porcaria, mas a ardência na garganta ajudaria a lembrar, de uma maneira bem agressiva, que ela ainda estava viva. Mais uma tragada. ”Eita coisa ruim”, ela reclama para si mesma, mas continua com cigarro na boca. Outra tragada. Engole a bebida. O prazer alcoólico dura pouco. Pede mais um martini rosado...

 

 

Ela estava quase se acostumando com o gosto de vodka e fumaça na língua, quando um homem se aproxima. Ele pergunta se podia lhe pagar uma bebida. Ela diz que sim. Seu ultimo ato de caridade antes de morrer. Ela ajudaria o próximo a ajudar alguém, que nesse caso, era ela própria. Ele diz que seu nome é Tiago. “Prazer, Tiago”, ela responde, sem dizer o seu próprio nome. Na mão dele, um copo de vinho escarlate com apenas dois dedos para acabar. Pergunta se pode sentar ao meu lado. Ele queria conversar com alguém. Ela faz um ar blasé e diz que sim. Se ele a matasse de tédio com a conversa, ela não teria o trabalho de se matar, não é mesmo?

 

 

Mas não é de coisas tediosas que ele fala. De maneira cinicamente apaixonada, ele começa a descrever essa mulher que estava lhe levando a loucura. Diz que ela tinha olhos de quermesse e um perfume de licores de contos de fadas*, seja lá o que isso significasse. Reclama ou agradece aos céus por ela usa-lo como um objeto. A morena não entende muito bem essa parte. Começou a se perguntar mentalmente que diabo de vinho tinto ele estava bebendo, por que ela também queria delirar como ele, tal qual quando ele disse que pensava nela macetando o seu coração com milhões de galhos de violeta ao som de violões cegos.*

 

 

Por um instante, ela pensou que ele estava falando de amor, mas não estava. Ele falava de algo diferente. Da necessidade de procurar alguém para contar as estrelas com a gente, mesmo quando a gente acha que já encontrou*. Achou agressivamente lindo o que ele disse. Sentiu algo no peito voltar a bater. Ela se surpreendeu. Imediatamente ela agradeceu a companhia e rapidamente deixou o bar, largando no balcão o rapaz. Ao atravessar a porta, contemplou a rua pintada de água limpa. Respirou o cheiro de terra molhada e de chuva no ar. Ela apaga o cigarro e joga o resto do maço na lata de lixo. Recepciona o vento gelado no rosto com prazer enquanto caminha de volta para casa com passos tranquilos. Sim, ela havia desistido de se matar. Agora ela queria apenas morrer... Morrer de amor. Igual o moribundo do bar, o tal Tiago, que queria morrer sob o céu da boca da tal mulher de olhos de quermesse...

 

 

 

 

 

Obs: *Os trechos em itálicos foram extraídos do texto “Arritimia”, que esta no blog do Tiago, bem aqui  

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h48 AM
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07.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

 

 

Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

 

O Palhaço “Cirque Du Soleil”


Okay! Vamos lá... Eu quero ver quem debaixo da tenda conhece uma palhaçada mais absurda do que essa. Senhoras e senhores sejam bem vindos ao circo dos horrores. Graças a pessoas como a Ana, a Nara, a Roberta e a Vanessa, eu descobri que homem é tudo palhaço. E isso me deu coragem para dividir uma historia que virou lenda na minha família. Segurem-se nas poltronas! Pois esse show de palhaçada é digno do Cirque Du Soleil. Tudo aconteceu no casamento da minha prima a alguns anos atrás...

 

 

O bruto durante o namoro e noivado era do tipo machão que não deixava a prima respirar ou sair sozinha de casa enquanto ele vivia enfurnado no bar com os amigos. Como se não bastasse essa palhaçada básica, ele era o tipo de palhaço que sempre ria das próprias piadas antes de todo mundo. Piadas essas que no geral eram racistas ou de sacanagem. Ela achava lindo, enquanto o resto da audiência achava o fim da picada. Depois do discurso ”eu-acho-ele-um-cretino-safado-e-idiota-mas-se-você-ama-ele-eu-não-posso-fazer-nada”, larguei de mão.

 

 

Apesar dos avisos de todo picadeiro, lá vai a prima casar de véu e grinalda na igreja com o bruto. Depois da cerimônia, o casamento civil no salão de festa: Flores, festa, família e fotografo pentelho. Seria esse o típico espetáculo circense matrimonial? Não senhoras e senhores! Pois esse espetáculo de palhaçada entrou para a historia não foi por acaso. Segurem a sua respiração (luz dramática e fumaça de gelo seco na audiência para aumentar o clima de suspense, please), por que essa palhaçada engloba vários números circenses em um só espetáculo e em uma só noite!

 

 

Primeiro, o numero sem graça de equilibrar o maior numero de copos na mão sem perder o equilíbrio. Uma salva de palmas para o palhaço!! Pois ele conseguiu tirar todas as fotos do casamento com um copo nas costas ou escondido em cima da mesa. Mas como esse era um numero recorrente no currículo do palhaçinho, ninguém se surpreendeu.

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h24 AM
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Depois veio o famoso numero do desaparecimento... Dentro do seu próprio casamento !! Sim, criançadinha, o palhaço desapareceu no meio da festa do seu próprio casamento após a cerimônia do civil! E lá vai o circo inteiro procurar o homem enquanto a noiva não sabe aonde enfiar a cara. A festa tinha começado a apenas 1 hora, e o palhaço havia sumido no ar...

 

Palhaçada o suficiente para você? E quem disse que o espetáculo acabou?? Ahh não... O melhor (ou pior??) ainda estava por vir. Quando a madrugada chegou e nem sinal do palhaço, a noiva teve que dar a festa por encerrada, pagar o buffet e ir para a casa nova sozinha (sem a parte do noivo entrando com ela no colo, veja você) ainda sem pista do paradeiro do artista circense.

 

 

Pois a noiva foi embora sem ver o Grand Finale! Quando todo mundo já havia indo embora, o palhaço me aparece e apresenta um numero digno do Cirque du Soleil. Da porta do salão de festa eu testemunhei o bruto aparecer dentro de um carro com mais dois amigos e com mais duas vagabundas (“v-a-g-a-b-u-n-d-a-s”... você leu direitinho) no banco traseiro de um Escort amarelo ovo procurando pela mulher dele.  Onde ele esteve? Na despedida de solteiro dele... Sim, senhoras e senhores, na DESPEDIDA DE SOLTEIRO... Infelizmente para ele (e para delírio da audiência que ainda estava na porta do salão de festa), a mãe da noiva e a mãe dele ainda estavam ali e começaram, em plena calçada, uma discussão com o palhaço. Com risadas contidas a audiência testemunhou um debate absurdo entre o trio para chegar à conclusão se o palhaço devia ou não comer a palhaça que havia ido para casa sozinha...

 

 

E como se isso tudo não fosse suficiente para colocar esse espetáculo no livro Guinnes, como a maior palhaçada de todos os tempos, o palhaço ainda se desculpa com a mulher no dia seguinte, dizendo que os amigos haviam “seqüestrado” ele contra a sua vontade para que ele tivesse a despedida de solteiro que ele não havia tido antes do casamento, e que ele nada pode fazer nada para impedi-los...

 

 

Senhoras e senhores, eu admito. Se eu não tivesse testemunhado em primeira mão toda essa palhaçada (fui a madrinha de casamento, ora pois), eu teria dificuldade para acreditar que essa legendária orgia de palhaçadas realmente aconteceu. Mas essa historia, infelizmente, é verídica.

 

 

Para os curiosos de plantão, não, ela não anulou o casamento como qualquer mulher em pleno controle de suas faculdades mentais teria feito. Talvez por que ela gostasse de palhaçadas, afinal, muitas se seguiram nos três anos em que eles permaneceram casados, ate o derradeiro dia que ele fez o numero clássico do desaparecimento uma ultima vez, ao sumir no mundo, deixando ela sozinha com um filho de dois anos para criar...

 

 

 

Agora me respondam: homem é tudo palhaço ou não é??

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h11 AM
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06.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

 

Quem

Onde

Por que

 

 

Menina Trovão

Em um céu repleto de luz e som

Ela é uma pessoa simples e eu gosto de gente assim.

 

A Domestica

Na cozinha lavando a louça

Ela é a única que também sabe fazer show pirotécnico com Bombril.

 

A Mimosa

No pasto junto com os bezerrinhos

Ela me faz muuuuuugir de tanto rir

 

Meu Jovem Poeta

Embaixo de coisas que ninguém deveria ler

Pelo prazer de ler coisas bem escritas

 

 O Anjo Vestido de Branco

Em uma vila repleta de aconchego

Por que ela ainda acredita que coisas melhores virão

 

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h02 AM
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05.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

 

 

 

 

Acho o texto quente? Então renda-se ao luxo também aqui

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h22 AM
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04.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

 

 

 

Dois barcos se cruzando em alto-mar

 

 

 

 

Local: Algum lugar em alto-mar. Cenário: um transatlântico de luxo. Personagens: Eu, brasileira, vinte e poucos anos, waitress e com o coração partido. Ele, croata, trinta e poucos anos, bar manager em treinamento e com um coração de ouro. Roteiro: Menina viaja o mundo em um navio de luxo em busca de aventura e encontra o amor aonde menos espera. Filme / cena inicial: Ele: uma troca de olhar, um sorriso e varias gentilezas. Ela: uma troca de olhar, um sorriso e vários “encontros acidentais”. Cena mais romântica: Ela chorando de saudade de casa com ele enxugando suas lagrimas. Um beijo. Cena mais dramática: Uma carta confirma, ele iria partir. Treinamento completado. Despedida. Cena final: Ele observa, do porto, ela entrar no navio e partir enquanto ela observa mais tarde, do convés, a figura dele se distanciar em terra firme. Moral da historia: Toda forma de amar vale a pena, mesmo que seja começada, temperada e finalizada com varias lagrimas colhidas em alto-mar. Cotação do filme: Vocês decidem...

 

 

 

 

Observação: Essa quase historia de amor é real, ao contrário dos deliciosos contos que estão disponíveis no blog que me inspirou a escrever esse texto. Quase Historias de Amor é criação de uma mulher maravilhosa que eu não me canso de gostar. Nesse momento de comemoração, bella, eu faço um brinde e celebro o fato de você estar ai iluminando a minha vida com suas belas historias. Sou sua fã. Parabéns vizinha... Tim-Tim!! 

 

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h52 AM
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03.12.06


Manhã de Domingo

 

 

 

 

Completamente destruída. Era assim que a moça se sentia ao acordar naquela manhã de domingo, depois de uma noite regada a muito churrasco (que ela não havia comido), funk (que ela não havia dançado) e sexo (desse ultimo, participado alegremente). No fundo da memória, a recordação de alguém reclamando que estava “atoladinha”, seja lá o que isso significasse...

 

 

Revira-se no meio do lençol. A noção de que era domingo lhe tira a urgência de pular da cama. Permite-se abraçar os dois travesseiros com mais forca, meio que espreguiçando o corpo, ao ajeitar-se melhor em cima do colchão. Espia, temerosa, o relógio digital com o olho ainda meio aberto, meio fechado. Percebe que ela devia estar saindo de casa em menos de vinte minutos se ela ainda quisesse chegar a tempo na biblioteca e devolver os livros para o demônio gentil. Ela se da conta que não conseguiria ficar fabulosamente bela e disposta dentro daquele período de tempo, então desiste. Era melhor atrasar a entrega dos livros do que causar uma impressão ruim... O demônio ainda estava em processo de observação, qual seria o ganho em espantá-lo com sua presente cara de zumbi?

 

 

Sendo assim, a moça relaxa o corpo de vez em cima da cama e fecha os olhos mais uma vez. Naquele instante sente o filhote de urubu escalando o seu corpo como se esse fosse apenas mais um móvel inanimado da casa. A viadinha tinha aquela mania de andar por cima das pessoas sem nenhuma consideração. Se a moça tivesse algum grão de energia ela mandaria Elektra para aquele lugar, mas como esse não era o caso, ela deixa a gatinha se acomodar em cima dela ao deitar-se na parte mais baixa das suas costas. Depois de dar dois miados fracos, ela se acomoda e dorme. A moça invejava a facilidade com que a baixinha conseguia dormir em qualquer lugar, em qualquer instante em questão de segundos...

 

 

Antes de cair novamente no sono, lembra-se da promessa que havia feito ao amigo na noite anterior. Sorri consigo mesma. Puxa o laptop que estava do lado da cama e rapidamente cumpre o prometido. Desliga a maquina e volta a se acomodar melhor. Faz tudo isso sem que o urubuzinho em suas costas acorde. E volta a dormir. Era domingo... Give me a break.

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h35 AM
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Da serie: “Vizinhos”

 

 

 

 

É viciado naquele joguinho besta de bilhar.

Oh Deus!!  Eu também...

Joga igual a cara dele. Só sabe fazer “ms” ou “ml”.

Oh Deus!! Igual a mim...

Não bebe, não fuma e não usa drogas.

Oh Deus!! Sou igual...

Tem uma irmã sem noção, pura confusão.

Oh Deus!! Como entendo...

Trabalha o dia inteiro com pessoas mal humoradas.

Oh Deus! Sei como é...

Acha que a menina de “Piratas do Caribe” uma vadia.

Oh Deus! Me too!

Completamente apaixonado por certo super herói.

Oh Deus!! Eu também!!

Gosto musical duvidoso. Perdeu-se nos anos 80.

Oh Deus!! Ele também?

 

 

 

Escuto o barulhinho familiar do MSN chato.

Meio dia. Pergunto o que ele esta fazendo naquela manhã de domingo acordado tão cedo. E ele me responde que esta quase dormindo em cima do computador...

 

 

 

 

Oh Deus! Eu também...

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h18 AM
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02.12.06


Da serie: “Vizinhos”

 

 

 

“Sex and the City Blog”

(Ou “As Desassistidas”)

 

Estrelando:

@nnyMiranda Hobbes

ThaSamantha Jones

Fe Charlotte York

Ro  - Carrie Bradshaw

 

New York Blogsfera. Em uma cidade comunidade que nunca dorme, cada garota tem que lutar pelo seu espaço. Não há mais amor, apenas cybersex. Bem vindo à era digital, aonde um blog novo é criado a cada minuto e uns vinte são abandonados por desilusões amorosas. Ninguém acredita no “Sr. Perfeito”, somente no “Sr. Perfeitamente Disponível Para Hoje a Noite”. Fazer amor com proteção significa colocar uma capa de plástico no teclado e não passar o seu “verdadeiro” msn para estranhos. O cupido não usa mais asas. Foi demitido. Diziam ser burro, cego e míope, segundo as dezenas de comunidades no orkut criadas em suas memória. Existem milhares de mulheres perfeitamente normais e solteiras nessa blogsfera. Conhecemos grande parte delas e ate reconhecemos que são maravilhosas, cada uma a sua maneira. Existem as blogueiras que gostam de poesia, as que viajam, aquelas que viajam em textos e ate aquelas que viajam mesmo é na maionese. E em comum apenas uma coisa: estão todas sozinhas. Por que há tantas blogueiras legais e tão poucos blogueiros disponíveis? Matemática amorosa incompreensível. Era sobre isso que a colunista Ro Bradshaw debatia em seu blog “Desassistidas” com a ajuda de suas fieis amigas. A mais conhecida era Fé, uma blogueira groupie que vivia atrás de uma banda de músicos em principio de carreira. Muita conhecida por não gostar de dividir as coisas que tinha com as “valmigas”. Anny Hobbes era uma blogueira de 30 anos. Mãe em tempo integral e escrava do lar em meio período. Ela era daquelas que acha que nem toda blogueira é bunda e que ela é mais macho que muito homem. E ainda havia Tha Jones, a blogueira que era uma alta executiva (de estatura elevada, não de cargo elevado) do setor de venda de diplomas universitários. Um negocio escuso que pagava seu vícios inconfessáveis, como aquela mania de pagar conta de restaurante para assistentes desempregados...

 

 

Pela primeira vez na historia, tanto os homens quanto as mulheres têm o mesmo espaço para dizer (ou no nosso caso, escrever) sobre o que pensam e sentem. O problema é: como fazer a sua mensagem chegar ate a pessoa certa? Ou pior, como escrever coisas atraentes para pessoas interessantes? Queremos ser a versão moderna da Cinderela e apenas enfiar o pé no sapatinho de cristal virtual ao invés de enfiar o pé na jaca ao tentar impressionar alguém com um texto espetacular. Queremos ser conhecidas por nossas idéias e não por nossos corpos. E se isso não for possível, que pelo menos sejamos conhecidas, e ponto. E quando tudo mais der errado, ainda existe sempre a opção de dar em cima dos assistentes de nossas amigas blogueiras... Neh, Fé?