Crepúsculo dos Deuses


31.01.07


Volta as aulas...

 

 

 

 

~~  Back To School  ~~

 

 

As aulas começam hoje e eu já estou exausta... Preparar aula sucks! (sucks = enche o saco). As vezes eu queria ser uma daquelas professoras que entram na sala de aula e dizem na maior cara de pau para os alunos: “abram o livro na pagina tal e decorem o capitulo tal enquanto eu fico aqui na frente de vocês com cara de paisagem olhando a minha classe aprender sozinha na marra ao invés de ajuda-los”... Já pensou? Tive tantos professores assim. O triste é que eu não fui a única.

 

 

Juro que se eu fosse esse tipo de professora a minha vida seria muito mais fácil. Mas enfim, hoje eu vou conhecer alguns dos novos alunos. Tem turma do Basic, o que é sempre divertido. Mais divertido do que turma de Basic é classe só de adultos. E sempre é mais divertido quando os adultos são todos homens. Só falam bobagem e eu geralmente me divirto horrores... Mulher aprendendo geralmente é mais séria, kkkk. Anyway, me desejem sorte! Pois eu vou precisar...

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h46 PM
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30.01.07


Drops...

 

 

 

“Férias”

Sim... Demorou exatos 44 dias, mas a realidade finalmente deu as caras. Informo, com o coração cheio de pesar, que as minhas férias, pobrezinhas, terminaram oficialmente. Alguém ai solta as pombas brancas, pois o cortejo fúnebre carregando os dias despreocupados e lânguidos está passando. Lá se vão os dias aonde eu acordava às 11 da manhã e ia dormir às 4 da madrugada. Nada será como antes... Búaaaaaaaa!!!!!

 

 

“Blog”

Apropósito, graças ao meu trabalho meigo que me afasta de internet, esse blog pode sofrer pequenas mudanças. Possivelmente ele só será atualizado a cada dois dias ou coisa assim. Ninguém vai morrer por causa disso, eu sei. Mas para mim que gosto de escrever, isso é uma noticia muito triste... Não vou ter tempo de escrever aqui, argh!! Já dá para ter uma idéia de como será o resto da minha pseudo-vida pessoal, não é??

 

 

“Experimentos”

Continuo tentando me alimentar o melhor possível. Mas dia 26 foi aniversário da minha melhor amiga, e eu passei o dia inteiro comendo, bebendo e jogando poker e bilhar ate altas horas com o pessoal. Definitivamente, um monte de excesso que me deixa longe de ser um “ser humano exemplar” e me rotula com algo mais ao estilo de “viciada” na jogatina... Mas pelo menos eu fiz a boa ação de ensinar as minhas amigas de Guarulhos a joga Poker... Isso pelo menos faz de mim uma boa cristã?!?!?

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h56 AM
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28.01.07


Reinventando a realidade

 

 

 

 

Brincadeira de Criança

 

 

Castelo de fadas e príncipes encantados. Nada é real dentro da nossa fantasia. Reino perdido no nosso imaginário. Aqui o dragão não existe e a feiticeira só aparece quando eu visto o babydoll. Brincadeira de criança que virou realidade. O sapo na nossa historia era eu. Debaixo do seu beijo eu virei sereia. A bruxa malvada nesse sonho bonito é a mulher do tempo. Minutos e segundos malignos que nos separam ate a hora do reencontro. Sem você não existe amor. E sem amor não há vida. Então vem pra mim cavaleiro branco. Você não tem um corcel negro para cavalgar, então gasta esse ultimo passe de ônibus e vem me ver. No meu castelo de dois andares e com vista para a avenida praiana eu vou te esperar. Meus cabelos são longos, mas não sou Rapunzel. Então eu jogo apenas as chaves da minha janela. Não pedi que trouxesse ouro para me desposar, mas sim uma pizza de quatro queijos para me alimentar. Você foi obediente, mas esqueceu de pedir para rechear a borda com catupiry. Não vamos viver felizes para sempre por que eu odeio a sua mãe e você não suporta a minha irmã. Mas isso não é importante, pois temos TV a cabo. Dizem que a ficção é menos estranha que a realidade. Talvez sim, ou talvez não. Quem se importa? Para de mudar de canal como um louco e me dá o controle remoto, antes que o meu amor eterno por você acabe. O néctar dos deuses não tinha mais no supermercado, então eu fui obrigada a comprar Pepsi. Um brinde, meu amor! Vamos celebrar a estupidez do mundo e a nossa capacidade incomensurável de reinventar a realidade segundo a nossa vontade. Me beija gostoso e com carinho, que depois a gente brinca e descobre quem consegue arrotar mais alto...

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h42 AM
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27.01.07


O Experimento IV

 

 

 

Em que você Acredita?

 

 

 

A fé cega pode liderar um povo para a sua salvação, ou mergulha-lo na mais completa escuridão. O que me leva ao próximo experimento: Fazer uma analise muito séria e concluir ate que ponto a minha fé é honesta.

 

 

Acreditar em algo é mais do que se auto-rotular como cristão, judeu ou ateu. Significa ter fé em alguma coisa e viver de acordo com certos princípios. Não tenho certeza se estou vivendo de acordo com aquilo que eu acredito. Acho que me perdi em algum lugar entre 2002 e 2003. As coisas se tornaram meio confusas desde então...

 

 

É sempre delicado falar de religião. Mais é mais difícil ainda viver sem uma. Hoje em dia existem tantas espalhadas pelo mundo que um individuo pode ate se perder no meio de tantas opções. Um bom exemplo é a minha família. Quando perguntada, minha mãe dizia ser católica apostólica romana. Era do tipo que ia a igreja religiosamente e recebia a “santinha” em casa a cada 15 dias... Meu pai é católico do tipo que não coloca os pés em uma igreja a vários anos. Meu irmão é aquele “ateu” cético que mais parece um “à toa”. Minha irmã é Testemunha de Jeová e a minha cunhada acredita em espiritismo... Eu? Bom, no meio disso tudo eu tento sobreviver...

 

 

Quando eu tinha 10 anos eu criei a minha própria igreja, a “ICCDV” (“Igreja Catolicamente Correta da Valzinha”). Infelizmente, nessa minha igreja só tem um único adepto... Eu. Alias, eu sou tudo nessa religião: pastora, beata, coroinha, bispa e o que mais a minha imaginação mandar... Minha relação com Deus é tão descontraída quanto qualquer um de meus relacionamentos no plano físico. Mas chega uma hora que é preciso olhar a sua volta e analisar ate que ponto a nossa fé é digna. Por que “ter a intenção de ser” um ser humano descente é bem diferente de “ser” um ser humano exemplar... Ate porque, dizem que de boas intenções o inferno esta cheio, não é mesmo?

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 9h37 AM
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26.01.07


No time

 

 

 

Estou sem tempo... Depois eu escrevo o que eu queria escrever, okay?

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h21 AM
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25.01.07


O Experimento III

 

 

 

Que coisa desagradável... Admitir que eu não sou perfeita. Pois é, não sou. Mas como o experimento é para chegar ao ápice do “ser humano exemplar” e não do “ser humano perfeito”, eu acho que ainda tenho uma mísera chance de chegar a algum lugar...

 

 

Antes, um pequeno "update" nos experimentos anteriores. No que se refere ao experimento numero um, eu só tenho um comentário a fazer: comer bem dá trabalho! Preparar sanduíches e comer a primeira porcaria que aparece na minha frente é bem mais simples e rápido... Mas enfim, faltam só cinco dias. Quanto ao segundo experimento, eu obtive ótimos resultados com a criatura que dizem ser minha irmã. Tratei a bicha com muito mais carinho e respeito (dentro dos quatro minutos propostos) do que a cretina merecia. Foi lindo. Ela conversou comigo como gente e não me irritou, mas logo em seguida (por volta do minuto oito ou nove ) ela pegou o meu chinelo, dormiu na minha cama e tomou da minha sopa sem pedir a minha permissão... Tudo isso em menos de dez minutos! O que me fez repensar por que diabos eu tinha decidido ser legal com ela em primeiro lugar... Mas enfim, o clima melhorou.

 

 

O que me leva a explicar o experimento numero três: fazer as mesmas coisas de sempre, mas de uma maneira totalmente diferente. Ou seja, inverter tudo. “Upside-down” total

 

 

Okay, isso ai é um experimento antigo, mas que eu gostei de fazer antes e vou tentar esticar por um tempo maior do que da primeira vez que eu tentei executa-lo. Na verdade não é tão complicado ou tão difícil quanto parece pois envolve coisas absolutamente simples. Quando eu pratiquei essa maluquice a primeira vez era o meu aniversario e eu queria fazer algo diferente e acabei fazendo VARIAS coisas inusitadas no fim do dia.

 

 

O negocio é jogar um olhar analítico em cima de tudo que se faz ao longo do dia e se perguntar “como eu posso fazer isso de maneira diferente?”. Alguns exemplos de coisas a ser fazer (ou não fazer, já que deixar de fazer uma ação corriqueira também é uma opção) são: passar o dia inteiro sendo canhota quando na verdade eu sou destra. Ir para o trabalho por um caminho completamente diferente do que aquele que eu estou acostumada. Cumprimentar a vizinha que fica o dia inteiro plantada na janela regulando quem entra e sai do prédio ao invés de passar batido por ela. Escutar musica que eu não escuto geralmente, como axé e funk ou Zizi Possi. Sentar e assistir um pouco de novela. Comer algo que geralmente eu não comeria e etc...

 

 

O objetivo aqui é ganhar novas perspectivas para exercitar a minha capacidade de adaptação a novas situações. Nem tudo acontece do jeito que a gente quer. Por isso é legal exercitar essa faceta. Assim, quando eu for pega de surpresa por alguma situação esdrúxula, como ser obrigada a almoçar bife de fígado (que eu odeio) na casa da minha vizinha pentelha com o meu braço direito engessado, escutando a coleção chata dela de músicas insuportáveis eu não irei sofrer “muito” já que o sofrimento será inevitável...

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h10 AM
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24.01.07


O Experimento II

 

 

 

“A Lei dos Quatro Minutos”

 

 

Dando prosseguimento ao experimento, hoje eu decidi aplicar a lei dos quarto minutos para então me tornar o tal “ser humano exemplar”. Ontem eu comecei com o que eu colocava dentro do meu corpo através da boca (ate agora, a ausência de açúcar no sistema não me tornou em uma psicopata, mas ainda é cedo para fazer qualquer tipo de celebração...), e hoje eu vou me concentrar com o que sai da minha boca.

 

 

Não, eu não vou virar adepta da bulimia... Não levo jeito ou inclinação para beijar tampa de privada. O que eu quero dizer é que eu vou observar com mais calma as palavras que deixam os meus lábios e antecipar o efeito que elas terão sobre as pessoas a minha volta.

 

 

De modo pratico isso significa que eu vou fazer tudo ao meu alcance para evitar conflitos e viver intensamente aquela frase que diz “Se você não tem algo bom para dizer, fique calada”. No papel isso é muito bonito, mas o que fazer quando você é obrigada a lidar diariamente com pessoas que simplesmente lhe tiram do serio??? Talvez um chefe, um marido, um filho ou uma vizinha chata... No meu caso, a minha irmã pentelha. Em situações como essa é quase impossível ficar calada ao invés de falar o que você realmente gostaria de dizer... E é em casos como esse que entra a lei dos quatro minutos.

 

 

A lei é simples. De modo geral, em qualquer tipo de relacionamento, os quatro primeiros minutos de qualquer interação podem determinar de maneira dramática como o resto da sua interação com aquela pessoa ira prosseguir pelo resto do dia. Por isso a lei indica que, nos quatro primeiros minutos, você faça de tudo para evitar conflitos e se esforçe ao maximo para criar um ambiente agradavel junto a pessoa em questão.

 

 

Acredite-me, essa lei funciona maravilhosamente, mas é muito desgastante pois requer que alguém procure dar o primeiro passo em busca de uma melhor comunicação, quando no fundo a pessoa quer mesmo é encher a outra pessoa de porrada. Geralmente a maior parte das discussões é em base de quem está certo ou errado. Faz tempo que eu aprendi que não existe nada parecido com “certo” ou “errado”... “Bom” ou “ruim”. É tudo uma questão de perspectiva. Perceber o mundo com outros olhos não é fácil, mas ajuda qualquer tipo de comunicação. Sendo assim, pelo menos nessa semana, eu vou procurar ser feliz ao invés de vencer discussões para provar quem tem ou não tem razão. Preocupar-me mais com os sentimentos alheios do que os meus próprios... Pelo menos por uma semana, neh?

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h37 AM
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23.01.07


O Experimento

 

 

 

 

“VOCÊ É O QUE VOCÊ COME OU O QUE ESCREVE?”

 

 

 

Okay. Está mais do que comprovado que eu não sou exatamente a pessoa mais sã do planeta Terra. Mas eu tento ser um ser humano normal... Ou pelo menos disfarçar ao maximo para que nenhuma criancinha me aponte na rua com lagrimas no rosto e uma expressão de horror ao gritar: “Mãe! Olha a menina esquisitaaaa!!

 

Sendo assim, eu decidi mudar algumas coisas na minha rotina. Decidi virar um ser humano exemplar. Atenção senhoras e senhores! Não tentem fazer algo assim em suas casas. Isso é extremamente perigoso. Se todas as medidas de seguranças não forem seguidas por um profissional credenciando você pode correr o risco de - veja você que perigo- acabar fazendo o bem ao próximo! E ninguém quer isso aqui, não é mesmo? Esse tal de “próximo” que se exploda...

 

Mas enfim... Humm... Ai Deus... Que droga! Eu perco a linha do raciocínio e depois não lembro do que eu tinha decidido falar... Aproposito, eu comecei a adotar a técnica “escreve o que está na cabeça e depois edita, sem pensar muito” ( O que não é difícil, já que eu não penso quase nada ). Então se o texto não fizer muito sentido não reparem, okay?

 

Mas então... O primeiro passo para atingir o titulo de “ser humano exemplar” vai começar com o que eu coloco dentro de mim ( mentes poluídas, por favor! Tem crianças ali na terceira fila. Contenham as piadas de duplo sentido... ). Toda essa embromação para avisar que eu estou mudando a minha dieta. Não que a antiga não fosse boa. Na verdade era “um espetáculo!” (expressão escolhida a dedo por causa da Thata ali, lol). Mas eu vou investir pesado nas frutas e nos legumes. Vou tentar por uma semana (isso é um experimento, não se esqueçam disso) comer o mais saudavelmente possível para saber se isso vai afetar o meu cérebro. Nada de carnes vermelhas durante o experimento e nem produtos processados. Bebidas somente sucos (sem adoçantes), leite e água... Estou esquecendo alguma coisa?? Ah! Sim... Nada de visitas a loja do pecado ou passar em frente da morada do demônio do chocolate...

 

Daqui a uma semana eu respondo a pergunta lá em cima. Mas se alguém quiser dar a sua opinião antes do resultado final, o espaço em baixo serve para isso mesmo, rs.

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h01 AM
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21.01.07


Para o meu amigo: Júnior Creed

 

  

 

livro é feito de letras

flor é feita de pétalas

amigo é feito de ações

 

livro é para ser lido

flor é para ser vista

amigo é para ser amado

 

livro é conhecimento

flor é encantamento

amigo é sentimento

 

livros são eternos

flores são efêmeras

amigos são constantes

 

Meu livro: aquele que eu ainda não escrevi

Minha Flor: as rosas amarelas no jardim

Meu amigo: Júnior Creed

 

 

 

Obs: Plena manhã de domingo e meu amigo chatonildo reclama que eu não postei nada ainda e me pede um texto. Peço algo para me inspirar e ele me manda a foto acima. Espero que ele esteja satisfeito agora, rs... Te amo seu chato!!   

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 12h02 PM
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20.01.07


Quero dormir para todo sempre...

 

 

 

A Vontade de Morrer

 

 

Cara... Me deu uma vontade de morrer. Mas não porque a minha vida esteja ruim, não é isso. É que eu só quero dormir. Pura preguiça de acordar mesmo. Acho que, pela lógica, se você morre não tem obrigação nenhuma de levantar no dia seguinte, não é mesmo? Nem precisa inventar desculpa para o chefe, preparar aula ou fingir-se de acordada no telefone quando aquela amiga sem noção liga de madrugada, tipo as 9 da manhã em pleno sábado, perguntando: “Te acordei?!?”. Claro que acordou, Pedro Bó! Detesto gente que faz pergunta obvia que só deixa a gente se sentindo um lixo... De qualquer maneira, do que eu estava falando mesmo...?? Ah! Sim... Da minha vontade gostosa de morrer dormindo.  Mas olha, se eu dormir legal e não acordar mais, eu quero todos os meus vizinhos no meu velório! Os góticos principalmente... Para dar um certo ar fashion ao evento, saca? Alguém não pode esquecer de levar a bandeira do Santos F.C. e uma foto do Rauol (ouviu Debbie?), do Duchovny (ouviu Ana?) e do Júlio Jujuba (ouviu Thá, Ro e Fé???). Coloquem as fotinhas no caixão do lado do meu rostinho lindo de zumbi, só para assegurar que eu vou mesmo morrer e ficar na companhia dos anjos. De resto, quero todo mundo feliz, então vou providenciar muito vinho branco para o evento, já que essa foi a bebida que “bombou” na festa de amigo secreto de final de ano. Vou também contratar a bateria do Salgueiro para tocar no meio do meu velório... Só para o caso de eu não estar morta mesmo, assim eu acabo levantando com a algazarra da festa...

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 1h44 AM
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19.01.07


The Final Phase...

 

 

 

 

 

O estagio final da alomorfia

 

 

Esse blog nasceu por um motivo muito simples. Grande parte dele foi escrito para que eu me recuperasse de uma decepção que me trouxe muita dor. Os vizinhos mais antigos sabem do que falo. Aos novos, é só reler os primeiros textos para entender como eu me senti naqueles dias. Fico feliz em poder dizer que essa longa historia finalmente chegou a um fim. O ciclo das lepidópteras está completo. Dei fim a algo que já devia ter acabado quando alguém que eu amei muito não quis o meu carinho. Que fique aqui registrada a lição que levo comigo:

 

 

 

“Nenhuma mulher deve ficar amiga do ex-namorado, quando esse a traiu com outra mulher”

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h30 AM
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Apenas para Relembrar: O ciclo das lepidópteras

 

  O ciclo das lepidópteras

 

- Primeiro Ato –

 

Naquele primeiro instante a criatura apenas é sem existir. Ser que não pensa e não reflete, apenas rasteja pela vida, contemplando seus dias com desapegada paixão. Ela não vive. A criatura vegeta. Inverno dos sentidos. Monstro de pele gosmenta e hálito putrefato. Não recebe a atenção de ninguém, pois é verme e vermes não podem ser agraciados com o verbo amar.

 

 

- Segundo Ato –

 

A criatura rastejante apos muito sofrer pela vida, vitima do desdém alheio, se fecha em si mesma. A crisálida é o seu casulo e tumulo. Caixa feita de tecido vivo onde ela se esconde do mundo. Aniquilada ela espera a morte daquela vida que não mais lhe serve, dentro da sepultura por ela mesma criada.

 

 

- Terceiro Ato –

 

Após a morte, ressurreição para a vida nova. Gloriosa ela se desfaz do casulo que lhe aprisionava. Livre de dogmas e falsos conceitos puritanos ela se liberta. As asas frágeis contrastam com os músculos fortes de suas pernas e membros. Para o alto ela voa. Longe dos olhos daqueles que não podem mais lhe tocar ou julgar. Agora ela é o símbolo da humanidade e se torna tão bela e frágil quanto aquilo que representa. Apesar de perfeita ela se torna mortal. A mais simples chuva pode destruí-la. Mas ela segue corajosa com o seu vôo. Pois a esperança e o sonho são suas asas. E com elas a jovem borboleta pode voar para qualquer lugar. Qualquer lugar.

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h26 AM
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18.01.07


The fucking book is on the table, damn it!

 

 

 

Que tipo de aluno você é?

 

 

Daqui a duas semanas começam as aulas, e toda vez que eu começo uma nova turma eu procuro conhecer as necessidades de cada um dos meus alunos. Sou professora de inglês em uma escola particular. Geralmente (pelo menos em São Paulo) as pessoas gastam mais de cem reais por mês para aprender inglês em uma boa escola. Por saber o quanto me custa embolsar essa grana com o que ganho hora/aula, eu respeito demais os meus “students”. O primeiro dia de aula é no geral o mais estressante para eles e para mim também. A maioria não conhece a professora e quer passar uma boa impressão ou conhecem de reputação e estão morrendo de curiosidade para saber como é ter aula com a “louca” da escola... No meu caso, eu quero apenas ser o mais útil possível para cada um deles. Para conseguir ajuda-los a alcançar o seu objetivo eu geralmente faço sempre a mesma pergunta no primeiro dia de aula: por que você quer aprender inglês?

 

Existem vários motivos e pretexto para se aprender outra língua. Por experiência própria, eu posso resumir todas as razões possíveis em três respostas básicas: por dinheiro, por obrigação e por prazer.

 

Na primeira categoria se encontram as pessoas que precisam aprender para conseguir entrar em uma boa faculdade ou para conseguir um bom emprego. Esse grupo sabe que inglês já não é mais um diferencial, mas sim uma obrigação no currículo. Na segunda categoria estão aqueles que são obrigados, pelos pais ou chefes, a estudar a “maldita língua”, como eles geralmente dizem. Esse é sempre o tipo de aluno que você NÃO quer ter em sua turma. E a ultima categoria é o tipo de aluno que eu já fui um dia: aquele que quer aprende apenas pelo prazer de instruir-se em algo novo.

 

Por pura curiosidade, eu queria perguntar para o pessoal (já que a maioria já aprendeu inglês de uma forma ou de outra) que tipo de aluno você foi, é ou seria. E se não fosse pedir demais (ajuda ai vai, pessoal!), qual qualidade você mais gosta (ou odeia) em uma professora??

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 3h02 AM
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17.01.07


Descontrole

 

 

 

Raiva  -:-  Ódio  -:-  Fúria

 

 

 

Se a minha vida fosse uma novela, hoje seria o capitulo aonde a protagonista principal entraria em casa e destruiria todo o cenário. Ao sinal do diretor, o total descontrole. Copos de cristais contra as paredes. Livros arremessados para fora da estante. O vaso de flores atravessando a mesa de vidro. Os braços cortados pelos destroços. O rosto marcado pelas lagrimas. O grito arranhando a garganta. Um pranto que não cessa. Uma tristeza dolorida. O fim do túnel...

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 1h17 AM
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16.01.07


Como uma jóia da Tiffany’s...

 

 

 

“Você pensa em se casar, Val?”

 

 

Plena madrugada, eu e meu amigo conversando um monte de bobagens e subitamente ele me dispara essa pergunta. Depois do estranhamento inicial eu respondo apenas para perguntar depois o porquê diabos ele queria saber aquilo... Mas enfim, isso foi ontem. Hoje de tarde eu não consegui deixar de pensar no assunto. Claro que eu sei a resposta para essa pergunta. Mas o que eu estranhei, parando para pensar, é que a grande maioria não sabe...

 

Vamos lá, pessoal! Os tempos são outros. Hoje em dia as pessoas possuem mais opções e são solteiros por um sem numero de razões. Casamento nos dias atuais não é o que costumava ser e se você não sabe disso ainda, eu sinceramente não sei em que planeta você está vivendo. Na infância eu aprendi que para ser feliz para sempre a menina tinha que casar com um homem lindo e perfeito que, eventualmente, também fosse dono de um reino encantado. Mas foi só eu crescer um pouquinho (e ter o meu coração bobo magoado um sem numero de vezes) para entender que a vida real começa exatamente aonde os contos de fadas terminam. Feliz a Julieta que morreu antes de descobrir que o Romeu largava o sapato pela casa e que fedia igual gambá depois de andar a cavalo pelas pradarias de Verona...

 

Por isso, Mauro, quando você me perguntou se eu queria casar, eu disse que não, mas não dei a resposta completa, mas eu lhe dou agora: Eu não me caso por que eu sinceramente não penso que vou conseguir encontrar uma pessoa que respeite tanto essa instituição quanto eu. Por isso se eu subir em um altar (Deus me livre, prefiro casar dentro de um carro em uma capela caindo aos pedaços em Las Vegas com um Elvis Presley bêbado como testemunha!) jurando, na frente de todos os meus amigos e familiares, amor eterno para alguém, vai ser exatamente isso que eu vou fazer: amar o infeliz para sempre, ou o que é mais provável, “suporta-lo” ate que a morte (ou o homicídio) nos separarem. E “amar alguém para sempre”, meu caro, dá um puta de um trabalho. Por que amar de verdade significa ceder, respeitar, ouvir, ajudar e aprender a deixar de ser egoísta e olhar por algo que tem mais chances de morrer do que sobreviver... Como eu lhe expliquei, não tem nada haver com grana ou posição social. É uma questão de querer algo de verdade e se comprometer a fazer a relação funcionar, apesar dos pesares.

 

Se eu sou romântica? Não, não sou. Sou absurdamente pratica e direta.  Já declinei dois pedidos de casamento por que eu sei exatamente o que eu quero para o meu futuro. Em resumo, casamento perfeito pra mim é igual a uma jóia da Tiffany’s: é algo tão bonito e difícil de se conseguir que chega a ser utópico. Custa muito para ter e manter. Definitivamente isso (seja a jóia ou a instituição) não faz o meu gênero e não combina em nada com a pessoa que eu sou... Mas Diabos! Eu não vou jogar fora se pessoa certa surgir me oferecendo... Entendeu nenê?

 

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 2h00 AM
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