Crepúsculo dos Deuses


31.12.07


Happy New Year!!

 

FELIZ 2008!!!

 

 

 

E lá vamos nos, recomeçar tudo outra vez...

 

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 10h53 AM
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30.12.07


The End is Near...

 

O Fim

 

 

 

Uma rápida olhada no calendário me avisa que, dos 365 dias que me foram dados, 363 já foram devidamente desperdiçados. Pelo diário das horas, me consta que ainda tenho a metade de uma unidade, enquanto o derradeiro cartucho de 24 horas se encontra na geladeira, à espera das dozes badaladas para começar o seu processo inexorável de putrefação. Em outras palavras (menos mórbidas, eu percebo) é chegado o final de mais um ano. Doze meses que chegaram e já se vão com a mesma desenvoltura daqueles penetras, que chegam para a festa sem terem sido convidados, comem do churrasco e se vão sem se dar ao trabalho de lavar a louça que sujaram... Um horror.

 

Pessoas, mais iluminadas do que essa que vos escreve, acreditam que é necessário um fim para que tudo tenha um recomeço. Pois sim, eu digo ao diabo com essa teoria. Seria muito mais elegante e prazeroso se o ano não acabasse nunca. Uma seqüência infindável de meses com nomes mais criativos, como “Janeibol”, “Fervemesmo”, “Marçonalta” e “Fechou”. Dessa forma, ninguém faria mais aniversario. Eureka!! A fonte da eterna juventude. Senhoras de longos cabelos brancos com seus sorrisos desdentados na flor de seus eternos 20 anos... Aonde eu assino?!?

 

Perdida em meus delírios, eu sei que sou mais feliz. Dando um belo chute no traseiro de 2007, eu limpo a sala para 2008. Que ao menos esse Ano Novo se revele mais útil, e não insista em colocar o pé em cima da mesa, como o ano que já foi tarde...

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h33 AM
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29.12.07


Lost

 

Perdida

 

Percebi que eu sinto falta de mim mesma. Coisa estranha de se sentir, eu sei. Só estou tentando ser honesta aqui. Dizer a verdade é simples. O difícil é fazer alguma coisa a respeito. Somos responsáveis pelo que fazem, pelo que não fazemos e por tudo aquilo que impedimos que seja feito. Olhando a minha volta, eu sei que a minha vida está estagnada. Tal qual um sobrevivente à deriva, eu espero por algum sinal no horizonte. Talvez uma embarcação qualquer que ao surgir me resgatará e me conduzirá para a direção certa. Apesar da visão poética, eu compreendo que ela é totalmente não realística. Jogar o nosso futuro em mãos alheias não é, definitivamente, algo coerente de se fazer. E eu sou, por definição, uma pessoa coerente.

 

Seja como for, o meu tempo está se esgotando. O ano novo chegará de maneira inevitável, eu sei. Com todo tipo de expectativas possíveis, ele se aproxima. E cabe a mim, e a ninguém mais, me atirar no mar imprevisível e começar a nadar na direção correta. Atrás de um porto seguro... Atrás da miragem que eu não ouso visualizar para mim mesma. Enfim, atrás de mim mesma, aonde quer que eu esteja.

 

 

 

Escrito por Val.Qui.Ria às 11h56 PM
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